- Bélgica interceptou na madrugada de domingo um petroleiro suspeito de fazer parte da frota fantasma russa; o navio Ethera foi remolcado ao porto de Zeebrugge e navegava sob bandeira guineense, possivelmente falsa.
- A operação Blue Intruder contou com apoio de ministros e militares, incluindo participação de cerca de cem soldados e apoio francês, e levou a abertura de investigação criminal pela Fiscalía federal belga.
- O Ethera está na lista de quase seiscentos petroleiros sancionados pela União Europeia desde outubro e, desde julho de 2025, também aparece na lista de sanções dos Estados Unidos contra Irã, com bandeira panamenha naquele registro.
- Autoridades dizem que o navio apresentava “numerosos indícios de participação” na frota fantasma, como desativar sistemas de identificação, circular entre Rússia e Américas e mudar de bandeiras com frequência.
- Líderes francês e belga ressaltaram que o caso mostra firmeza no cumprimento de sanções e defesa do direito marítimo, destacando a participação de helicópteros da marinha francesa no abordo e reiterando a continuidade de ações contra a frota fantasma.
Durante a madrugada de domingo, as forças armadas da Bélgica interceptaram um petroleiro suspeito de integrar a chamada flota fantasma ligada a Moscou. O navio, identificado como Ethera, foi remolhado para o porto belga de Zeebrugge. A operação, batizada de Blue Intruder, contou com apoio de autoridades francesas e envolveu perto de uma centena de militares.
A Procuradoria Federal belga abriu uma investigação criminal após constatar indícios de que o Ethera navegava sob uma bandeira guineana provavelmente falsa. O ministro da Defesa, Theo Francken, confirmou a análise de que o navio apresentava sinais de ocultação e manipulação de identificação.
O Ethera figura desde outubro de 2024 na lista de quase 600 petroleiros da chamada flota fantasma russa, sujeita a sanções da União Europeia. Além disso, desde julho de 2025 consta na lista de entidades sancionadas pelos Estados Unidos por ligação com Irã, mesmo quando o navio era registrado sob bandeira panamenha.
Detalhes sobre o barco e o andamento da operação
Segundo o chefe da Defesa belga, general Frederik Vansina, o Ethera era monitorado há algum tempo por apresentar entradas ligadas a operações da flotilha fantasma e por deslocamentos frequentes entre Rússia e Sudamérica. O navio costumava desativar sistemas de identificação e navegar sob diferentes bandeiras, o que elevou suspeitas sobre sua finalidade.
O ministro enfatizou que o incidente simboliza o empenho europeu em cortar fontes de financiamento da guerra na Ucrânia, reforçado pela cooperação com a Defesa francesa. Em declarações nas redes sociais, Francken afirmou que a operação envolve autoridades de alto escalão e relevantes aliados. Em Zeebrugge, autoridades belgas e francesas elogiaram a atuação como um marco no patrulhamento de vias marítimas.
Contexto e desdobramentos
França informou a participação de helicópteros da Marinha na intervenção, destacando o alcance regional das sanções. O Ethera foi conduzido ao porto belga após a apreensão durante a operação noturna, que envolveu vigilância e coordenação entre ministérios e forças de segurança. As investigações visam esclarecer a natureza específica das ligações do navio com a flotilha fantasma e eventuais transações financeiras associadas.
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