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Irã promete retaliar; Trump ameaça força nunca antes vista

Irã promete retaliação ainda maior após a morte de Khamenei; EUA e Israel respondem com avisos de força e apelos à mobilização no Irã

Protesters supporting Iraqi Shi'ite armed groups demonstrate near the entrance of the Green Zone after the killing of Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei, in Baghdad, Iraq, March 1, 2026. REUTERS/Thaier Al-Sudani REFILE - QUALITY REPEAT
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  • O Irã promete retaliação maior após a morte do aiatolá Ali Khamenei, mirando bases dos EUA no Oriente Médio e em Israel.
  • O país criou um Conselho de Liderança interino e afirmou que EUA e Israel não conseguirão doblegar a nação iraniana.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, avisou que usará força “nunca antes vista” caso o Irã intensifique ataques.
  • O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu ao povo do Irã que vá às ruas para derrubar o regime.
  • O Irã classificou a agressão de EUA e de Israel como risco global e violação do direito internacional, destacando tensões ligadas ao programa nuclear e balístico.

Após a confirmação da morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, o Irã prometeu retaliação mais contundente contra alvos dos EUA no Oriente Médio e de Israel. Autoridades iranianas afirmam que vão responder aos ataques anteriores com força significativamente maior.

O Irã constituiu um Conselho de Liderança interino para conduzir o país até a escolha do novo líder supremo. O anúncio ocorre em meio a tensões acentuadas após ataques iranianos contra bases americanas na região.

Segundo o governo iraniano, autoridades destacaram que EUA e Israel não conseguirão dobrar a nação iraniana e que o Irã seguirá firme. A liderança iraniana ressaltou que crimes contra o Irã exigem resposta contundente.

Em reação, o presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que evitar retaliação não é a opção desejada, sugerindo uma resposta com força sem precedentes caso haja novos ataques. O tom manteve-se austero em pronunciamento oficial.

O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu ao povo iraniano que vá às ruas para derrubar o regime dos aiatolás, afirmando que o país poderá enfrentar milharas de alvos nos próximos dias. A fala encerrou com um convite à mobilização popular.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã enfatizou que a agressão de Israel e dos EUA representa risco global, violando o direito internacional. O comunicado apontou que a inação diante de crimes pode incentivar agressões futuras.

Entenda

Pelo menos duas vezes em oito meses, EUA e Israel lançaram ações contra o Irã, em meio a negociações sobre o programa nuclear e balístico. O Irã sustenta que seu programa é pacífico e está aberto a inspeções internacionais.

Historicamente, os EUA deixaram o acordo nuclear de 2015 sob pressão de Israel e de seus aliados. Teerã afirma renovar compromissos com transparência, enquanto teme restrições externas.

Israel é acusado por parte da comunidade internacional de possuir armas nucleares não declaradas, embora não admita inspeções internacionais. O país mantém políticas de dissuasão nuclear sob sigilo.

No governo de 2025, Trump ampliou a linha de pressão sobre Teerã, exigindo desmantelamento do programa nuclear, fim do mísseis de longo alcance e corte de apoios a grupos como Hamas e Hezbollah.

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