- O Irã promete retaliação maior após a morte do aiatolá Ali Khamenei, mirando bases dos EUA no Oriente Médio e em Israel.
- O país criou um Conselho de Liderança interino e afirmou que EUA e Israel não conseguirão doblegar a nação iraniana.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, avisou que usará força “nunca antes vista” caso o Irã intensifique ataques.
- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu ao povo do Irã que vá às ruas para derrubar o regime.
- O Irã classificou a agressão de EUA e de Israel como risco global e violação do direito internacional, destacando tensões ligadas ao programa nuclear e balístico.
Após a confirmação da morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, o Irã prometeu retaliação mais contundente contra alvos dos EUA no Oriente Médio e de Israel. Autoridades iranianas afirmam que vão responder aos ataques anteriores com força significativamente maior.
O Irã constituiu um Conselho de Liderança interino para conduzir o país até a escolha do novo líder supremo. O anúncio ocorre em meio a tensões acentuadas após ataques iranianos contra bases americanas na região.
Segundo o governo iraniano, autoridades destacaram que EUA e Israel não conseguirão dobrar a nação iraniana e que o Irã seguirá firme. A liderança iraniana ressaltou que crimes contra o Irã exigem resposta contundente.
Em reação, o presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que evitar retaliação não é a opção desejada, sugerindo uma resposta com força sem precedentes caso haja novos ataques. O tom manteve-se austero em pronunciamento oficial.
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu ao povo iraniano que vá às ruas para derrubar o regime dos aiatolás, afirmando que o país poderá enfrentar milharas de alvos nos próximos dias. A fala encerrou com um convite à mobilização popular.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã enfatizou que a agressão de Israel e dos EUA representa risco global, violando o direito internacional. O comunicado apontou que a inação diante de crimes pode incentivar agressões futuras.
Entenda
Pelo menos duas vezes em oito meses, EUA e Israel lançaram ações contra o Irã, em meio a negociações sobre o programa nuclear e balístico. O Irã sustenta que seu programa é pacífico e está aberto a inspeções internacionais.
Historicamente, os EUA deixaram o acordo nuclear de 2015 sob pressão de Israel e de seus aliados. Teerã afirma renovar compromissos com transparência, enquanto teme restrições externas.
Israel é acusado por parte da comunidade internacional de possuir armas nucleares não declaradas, embora não admita inspeções internacionais. O país mantém políticas de dissuasão nuclear sob sigilo.
No governo de 2025, Trump ampliou a linha de pressão sobre Teerã, exigindo desmantelamento do programa nuclear, fim do mísseis de longo alcance e corte de apoios a grupos como Hamas e Hezbollah.
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