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Morte de Khamenei repercute entre aliados e opositores do Irã

Com a morte de Ali Khamenei, o Irã forma Conselho de Liderança Temporária para continuidade do governo, enquanto potências discutem resposta regional

FILE PHOTO: Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei speaks during a meeting in Tehran, Iran November 2, 2022. Office of the Iranian Supreme Leader/WANA (West Asia News Agency)/Handout via REUTERS/File Photo
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  • Confirmação da morte do aiatolá Ali Khamenei repercute entre aliados e adversários do Irã, com bombardeios de EUA e Israel iniciados no fim de semana.
  • Rússia condena o ataque, descrevendo-o como violação do direito internacional; China também critica e pede imediata interrupção das hostilidades.
  • Israel e EUA sinalizam ações contínuas: Netanyahu promete desmantelar infraestrutura do governo iraniano; Trump avisa retaliação caso haja resposta.
  • Grupos do Oriente Médio — Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica e huthis — condenam o ocorrido e prometem ações de vingança.
  • Irã anuncia Conselho de Liderança Temporária para governar provisoriamente até a eleição de um sucessor, enquanto organismos internacionais pedem contenção e monitoram a situação.

A morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi confirmada neste domingo (1º). O anúncio ocorreu após bombardeios iniciados no sábado (28) por Estados Unidos e Israel, que atingiram alvos no Irã. O episódio desencadeou reações de aliados, adversários e organizações internacionais.

O governo russo, liderado por Vladimir Putin, manifestou condolências e classificou o ataque como uma violação grave ao direito internacional. Em rede social, o Kremlin destacou a contribuição de Khamenei para a relação estratégica entre Rússia e Irã.

A China também condenou o ataque, afirmando que violou a soberania iraniana e as normas da comunidade internacional. Pequim pediu a interrupção das operações militares e o fim da escalada para buscar estabilidade regional.

Irã e governo de transição

O Irã anunciou a criação de um Conselho de Liderança Temporária para assumir funções do líder falecido, incluindo comando das Forças Armadas e decisões de segurança. O trio é formado pelo presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei e o jurista Alireza Arafi.

Pezeshkian afirmou que a morte de Khamenei representa uma grave crise para o país, destacando a necessidade de resposta coordenada. O Conselho deverá atuar até que a Assembleia de Especialistas escolha o sucessor definitivo.

Reações regionais e internacionais

O Hamas, o Hezbollah, a Jihad Islâmica e os Huthis condenaram o ataque e prometeram retaliação, destacando que o impacto pode se estender pela região. Em resposta, líderes iranianos reiteraram o compromisso com a defesa do Irã.

O governo brasileiro ainda não divulgou manifestação oficial específica sobre a morte de Khamenei até o fechamento desta reportagem. O Itamaraty havia expressado preocupação com a escalada de hostilidades no Golfo na última semana.

Organismos internacionais

Nações Unidas, União Europeia e OMS trataram do tema como grave ameaça à paz regional. O secretário-geral da ONU pediu cessar-fogo e abertura de canais diplomáticos. A AIEA informou monitorar a situação sem sinais de impacto radiológico no momento.

A Santa Sé pediu diplomacia para evitar nova escalada de violência, ressaltando a importância de proteger civis. A comunidade internacional reforçou o apelo por contenção e soluções pacíficas para o conflito.

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