- Confirmação da morte do aiatolá Ali Khamenei repercute entre aliados e adversários do Irã, com bombardeios de EUA e Israel iniciados no fim de semana.
- Rússia condena o ataque, descrevendo-o como violação do direito internacional; China também critica e pede imediata interrupção das hostilidades.
- Israel e EUA sinalizam ações contínuas: Netanyahu promete desmantelar infraestrutura do governo iraniano; Trump avisa retaliação caso haja resposta.
- Grupos do Oriente Médio — Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica e huthis — condenam o ocorrido e prometem ações de vingança.
- Irã anuncia Conselho de Liderança Temporária para governar provisoriamente até a eleição de um sucessor, enquanto organismos internacionais pedem contenção e monitoram a situação.
A morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi confirmada neste domingo (1º). O anúncio ocorreu após bombardeios iniciados no sábado (28) por Estados Unidos e Israel, que atingiram alvos no Irã. O episódio desencadeou reações de aliados, adversários e organizações internacionais.
O governo russo, liderado por Vladimir Putin, manifestou condolências e classificou o ataque como uma violação grave ao direito internacional. Em rede social, o Kremlin destacou a contribuição de Khamenei para a relação estratégica entre Rússia e Irã.
A China também condenou o ataque, afirmando que violou a soberania iraniana e as normas da comunidade internacional. Pequim pediu a interrupção das operações militares e o fim da escalada para buscar estabilidade regional.
Irã e governo de transição
O Irã anunciou a criação de um Conselho de Liderança Temporária para assumir funções do líder falecido, incluindo comando das Forças Armadas e decisões de segurança. O trio é formado pelo presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei e o jurista Alireza Arafi.
Pezeshkian afirmou que a morte de Khamenei representa uma grave crise para o país, destacando a necessidade de resposta coordenada. O Conselho deverá atuar até que a Assembleia de Especialistas escolha o sucessor definitivo.
Reações regionais e internacionais
O Hamas, o Hezbollah, a Jihad Islâmica e os Huthis condenaram o ataque e prometeram retaliação, destacando que o impacto pode se estender pela região. Em resposta, líderes iranianos reiteraram o compromisso com a defesa do Irã.
O governo brasileiro ainda não divulgou manifestação oficial específica sobre a morte de Khamenei até o fechamento desta reportagem. O Itamaraty havia expressado preocupação com a escalada de hostilidades no Golfo na última semana.
Organismos internacionais
Nações Unidas, União Europeia e OMS trataram do tema como grave ameaça à paz regional. O secretário-geral da ONU pediu cessar-fogo e abertura de canais diplomáticos. A AIEA informou monitorar a situação sem sinais de impacto radiológico no momento.
A Santa Sé pediu diplomacia para evitar nova escalada de violência, ressaltando a importância de proteger civis. A comunidade internacional reforçou o apelo por contenção e soluções pacíficas para o conflito.
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