- No início de sábado, Trump afirmou que os ataques aéreos massivos haviam matado o líder supremo Ali Khamenei, numa ofensiva voltada a mudar o regime iraniano.
- As retaliações iranianas ganharam escala em horas iniciais, com ataques a Bahrain, Dubai, Abu Dhabi e Israel; o Irã também fechou o estreito de Hormuz.
- Um assessor de segurança de Bahrain disse que 14 drones iranianos atingiram a base portuária da Força-Tarefa dos EUA, causando inquietação entre as autoridades locais sobre a capacidade de resposta dos EUA.
- O Comando Central dos EUA informou que houve tentativas de desmantelar a estrutura de segurança iraniana, com relatos de ao menos quatro comandantes seniores mortos em ações contra a agência de inteligência iraniana.
- Analistas e aliados destacam o risco de o conflito se tornar prolongado, com vários parceiros buscando um desfecho negociado e sem apoio unânime à iniciativa de mudança de regime.
Forças dos EUA lançaram ataques aéreos de grande escala contra alvos no Irã na madrugada de sábado, após décadas de tentativas de debilitar o regime. O objetivo declarado era desmantelar a rede de segurança iraniana e pressionar o governo iraniano. A ofensiva ocorreu em meio a tensão crescente entre Washington e Teerã e após a morte de líderes radicais, segundo relatos.
Segundo autoridades dos EUA, a operação teve como foco infraestrutura militar e centros de comando, com ataques coordenados que se estenderam a várias regiões. Informações adicionais indicam que o Irã respondeu com ataques de mísseis e drones contra alvos na região, incluindo bases com presença de forças norte-americanas.
O governo dos EUA afirma ter agido para degradar a capacidade de Iran de realizar atividades de alto risco. O Pentágono informou que a campanha visa reduzir a capacidade de o Irã projetar poder regional, enquanto o Irã negou e descreveu as ações como agressões inaceitáveis. Não houve confirmação oficial sobre a morte de Ali Khamenei.
Desdobramentos regionais
Relatos de autoridades da região indicam ataques de retaliação iranianos a Bahrain, Dubai, Abu Dhabi e Israel nas primeiras horas após os bombardeios. O Irã também foi acusado de fechar o Estreito de Hormuz, o que pode impactar o fluxo de petróleo. Observadores ressaltam que a escalada aumenta o risco de conflito prolongado.
Adversários e aliados de Washington discutem caminhos para uma possível saída diplomática. Relatórios de países europeus mostram preocupação com a permanência do conflito e com a necessidade de negociações rápidas para evitar agravamento da crise. O apoio regional a qualquer resolução depende de avanços políticos e de uma estratégia clara por parte dos Estados Unidos.
Central Command afirmou que as ações militares visam desmantelar a estrutura de segurança iraniana. De acordo com fontes ocidentais, certos setores da liderança militar iraniana teriam sido atingidos, com impactos ainda não completamente avaliados. A natureza da operação sugere uma tentativa de alterar o equilíbrio de poder na região.
Analistas lembram que operações de regime change costumam ter desdobramentos imprevisíveis e costumam exigir planos de saída que ainda não foram apresentados por autoridades americanas ou israelenses. O conflito segue com incertezas sobre duração, custos humanos e impacto econômico regional.
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