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UE reage com timidez à ofensiva contra o Irã e corre risco de ficar relegada

Ação militar de EUA e Israel contra Irã expõe divisão europeia e risco de perder influência no novo equilíbrio mundial

La alta representante de la Unión Europea para Política Exterior, Kaja Kallas, en una imagen de archivo.
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  • A União Europeia pediu moderação máxima e o pleno respeito ao direito internacional após o ataque a Irã, mas não condenou diretamente a ação de Estados Unidos e Israel.
  • A declaração conjunta não mencionou o ataque dos EUA e de Israel e instou Irã a se abster de ataques militares indiscriminados, destacando proteção de civis e respeito às normas da Carta das Nações Unidas.
  • Há divergence entre os parceiros europeus: alguns, como Espanha e Noruega, foram mais firmes; outros, como Alemanha, mostraram reservas e evitaram condenação aberta.
  • Analistas alertam que a tibieza pode fragilizar a ordem internacional e favorecer China ou Rússia, abrindo precedentes para ações militares sem respaldo legal.
  • Politicamente, o chanceler alemão evitou condenar abertamente; há expectativa de próximas reuniões com os EUA e de debates sobre como a UE pode influenciar o novo cenário mundial.

O Conselho da União Europeia enfrenta críticas por responder com moderação a uma ofensiva contra o Irã. A alta representante para Política Exterior, Kaja Kallas, reiterou o chamamento a desescalar o conflito e ao pleno respeito ao direito internacional, em nome dos 27.

A resistência europeia ficou evidente na declaração conjunta, que pede moderação, proteção de civis e respeito às normas da ONU, sem condenar explicitamente a ação dos Estados Unidos e de Israel. Analistas dizem que a fala evita um posicionamento firme contra a ofensiva.

Os ministros de Exteriores discutiram o tema em reunião virtual neste fim de semana. O espanhol José Manuel Albares destacou que ações unilaterais não têm encaixe no direito internacional defendido pela UE.

Em Berlim, o chanceler Friedrich Merz não chegou a condenar de forma aberta a operação, enfatizando a necessidade de união entre aliados, mesmo com dúvidas sobre a legalidade internacional. Ele anunciará encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, em breve.

A divisão entre Estados-membros ficou clara. Países como Espanha e Noruega tiveram respostas mais firmes, enquanto outros mostraram hesitação em relação à criticada ação militar. A UE não recebeu aviso prévio sobre o ataque.

Especialistas lembram que ficar em silêncio pode sinalizar fraqueza a potências como EUA, Rússia e China. Um grupo aponta que a postura europeia pode criar precedentes para ações futuras, inclusive em outros continentes.

O Conselho da Europa também opinou, destacando que o conflito é uma prova central sobre a capacidade da Europa de influir no novo order mundial. O secretário-geral Alain Berset pediu que a inação não seja confundida com prudência.

Analistas do ECFR destacam a necessidade de clareza: a UE deve comunicar que a guerra foi escolhida por Estados Unidos, contrariando a Carta da ONU, e enfatizar a soberania de povos como o de Groenlândia. O tom atual é visto como sinal de fragilidade institucional.

Autoridades europeias ressaltam que a UE precisa manter uma visão de longo prazo para não ser apenas observadora de um cenário de poder entre grandes potências, evitando que o continente seja marginalizado no novo equilíbrio mundial.

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