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Ataque dos EUA e de Israel contra o Irã: Teerã não negocia com Washington

Ataques de Estados Unidos e Israel contra Irã elevam o risco de escalada regional; no Líbano, mais de trinta mortos, Irã promete não negociar

Miles de personas se manifiestan en apoyo a Irán, el domingo en Beirut.
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  • EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã, em resposta ao conflito, incluindo a morte de Ali Jameneí, segundo relatos divulgados no fim de semana.
  • O Irã disse, na madrugada desta segunda-feira, que não negociará com os Estados Unidos após os ataques, conforme afirmado pelo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani.
  • Hezbolá participou do confronto pela primeira vez desde 2024, com lançamento de projéteis contra Israel; Israel respondeu com bombardeios em Beirut e no sul do Líbano, deixando trinta e um mortos e cento e quarenta e nove feridos, segundo autoridades locais.
  • Em retaliação, Kuwait informou interceptação de novos drones; Dubai e Doha ouviram fortes explosões nesta manhã.
  • O conflito impactou os mercados: o petróleo subiu e as ações caíram, com o Brent em setenta e sete vírgula cinco dólares por barril e o WTI acima de setenta dólares; investidores temem escalada regional.

Ontem à noite, Estados Unidos e Israel intensificaram ataques contra alvos iranianos, ampliando a escalada na região. Teerã afirmou que não negociará com Washington após a ofensiva, que incluiu ações sobre o coração de Teerã. O Exército de Israel informou que respondeu a ataques do Irã com novos bombardeios.

Na sequência, a ofensiva se expandiu para o Líbano. Bombardeios israelenses atingiram Beirut e áreas do sul do Líbano, conforme autoridades locais, com saldo de dezenas de mortos e centenas de feridos. A milícia libanesa Hezbolá também lançou projéteis contra território israelense, aumentando a deterioração do clima estratégico.

Em jogo, a resposta militar e as perdas

O anúncio de Teerã de que não há espaço para negociações ocorreu na madrugada de segunda-feira, segundo o canal oficial das Forças Armadas iranianas. A coalizão EUA-Israel, batizada de Furia Épica, iniciou a operação no fim de semana, visando pressionar o Irã.

Autoridades de saúde no Líbano indicaram pelo menos 31 mortos e 149 feridos em ataques às periferias de Beirute e ao sul do país. As defesas aéreas de Kuwait interceptaram drones, marcando novas tentativas de ataques iranianos na região.

Desdobramentos geopolíticos e econômicos

Concomitantemente, explosões foram reportadas em Dubai e Doha, elevando a percepção de risco regional. Analistas apontam quedas em bolsas asiáticas e recuos em índices globais, com alta do petróleo e redução de ativos de risco.

O Brent registra alta de cerca de 6%, aproximando-se de 77,5 dólares por barril, enquanto o WTI opera acima de 71 dólares. Observadores destacam que interrupções no estreito de Ormuz poderiam provocar elevação ainda maior de preços.

Contexto internacional e declarações

No front interno dos EUA, o presidente Donald Trump sinalizou, via redes sociais, que a guerra poderia durar cerca de quatro semanas, destacando objetivos não detalhados. O governo norte-americano descreveu a operação como cumprimento de metas estratégicas.

A comunidade internacional acompanha o desenrolar dos acontecimentos, que envolvem Irã, Israel, Estados Unidos e aliados da região, com impactos potenciais sobre energia, segurança regional e diplomacia.

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