- A Indonésia ofereceu mediar negociações entre Irã, após ataques dos Estados Unidos e de Israel, com o presidente Prabowo Subianto sinalizando disposição para viajar a Teerã.
- O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o país “registra com pesar” a falha das negociações e pediu contenção, sem condenar os ataques.
- A aposta de Prabowo é criar um papel de destaque internacional como pacificador, mantendo o foco na estabilidade regional.
- Malaysia e Brunei criticaram os ataques e defenderam a resolução de disputas por via diplomática e dentro do direito internacional.
- Outros países da região adotaram tom variável, com declarações menos confrontacionais do que as críticas à ação contra o Irã.
Indonesia se oferece para mediar negociações com o Irã após ataques dos EUA e de Israel. O governo afirmou que o presidente Prabowo Subianto está disposto a viajar a Teerã para atuar como mediador. O Ministério das Relações Exteriores pontuou que o país não condena os ataques, mas expressa profunda preocupação com o fracasso das negociações.
A posição de cidade-estado muçulmana, maior país muçulmano do mundo, surge como esforço de ampliar o papel de Prabowo no cenário internacional como pacificador. Críticos enxergam a medida como arriscada para a imagem do líder frente à opinião pública local. Diplomatas destacam que a situação pode alterar alianças regionais.
Entre aliados e vizinhos, Malaysia e Brunei adotaram tom crítico, enquanto Singapura e Filipinas sinalizaram cautela. O Afeganistão, a Indonésia e Laos ainda não divulgaram respostas formais. Repercussões regionais incluem possíveis impactos no preço do petróleo e na segurança regional.
O que estamos acompanhando
Malaysia avança em ações contra LGBT, com bloqueio de apps Grindr e Blued. Autoridades sugerem usar o termo “cultura desviada” para evitar normalização. O governo afirma buscar medidas para evitar a presença de apps na loja de programas.
Indonesia condena corrupção ligada à Pertamina e prende nove people. O julgamento envolve perdas estatais de aproximadamente US$ 17 bilhões. Entre os condenados está Mohammed Kerry Adrianto Riza, filho de Riza Chalid, conhecido como o “doador de gasolina”.
A imprensa local aponta que Chalid mantém fortes vínculos com a política, e que prós e contras da perseguição tensionam a política interna. Críticos veem a operação como ferramenta de combate à corrupção, enquanto opositores sugerem uso político.
Cobra Gold e o eixo EUA-Tailândia
Nos últimos dias, o exercício militar Cobra Gold, envolvendo mais de 8 mil participantes de 30 países, começou no dia 24 de fevereiro na Tailândia e segue até 6 de março. Brasil, Japão e Coreia do Sul aparecem entre os participantes plenos; China, Índia e Austrália participam de atividades selecionadas.
A aliança EUA-Tailândia tem mostrado sinais de deslocamento, com a política tailandesa buscando equilibrar entre Washington e Pequim. A relação permanece sólida, mas a cooperação tem sido ajustada diante de mudanças regionais e estratégicas.
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