- O conflito com o Irã está interrompendo o fluxo de petróleo para países asiáticos, com navios parados perto do Golfo e custos de transporte aumentando.
- O estreito de Hormuz, passagem estratégica pela qual passa parcela relevante do petróleo, tem visto redução de volumes devido à aversão ao risco dos navios.
- Japão e Índia, entre os principais importadores, sentem impactos: alguns cargueiros seguem sem carregar petróleo do Golfo; então há buscas por suprimentos fora do Oriente Médio.
- Há possibilidade de reinventário de compras: Índia pode considerar óleo russo caso o crisis se prolongue além de 10–15 dias.
- Além do petróleo, o fornecimento de gás natural liquefeito (LNG) pode sofrer aperto, impactando especialmente Paquistão, Índia e Bangladesh.
A escalada do conflito envolvendo Irã está interrompendo o fluxo de petróleo para países asiáticos, com navios retidos no Golfo e custos de transporte em alta. A situação começou a se agravar após ataques na região e tensões entre EUA, Israel e Irã.
Vários carregadores de petróleo aguardam fora do Estreito de Hormuz, um ponto crítico que move cerca de 20% da produção global de petróleo. Empresas de seguros cortaram coberturas de risco de guerra, elevando os fretes e reduzindo a circulação de tonéis.
Segundo analistas, o Irã não declarou o fechamento do estreito, mas a aversão ao risco já reduziu o volume de trânsito. O preço global do petróleo subiu cerca de 9% na segunda-feira, com picos de valorização durante o dia.
Japão informou que atrasos afetam embarques de crude e derivados vindos do Golfo, com empresas como Itochu buscando suprimentos fora da região. AENEOS avalia impactos futuros na compra de crude conforme a situação se desenrola.
Indonésia, por meio da Pertamina, prepara medidas de mitigação para manter fornecimentos de combustível e GLP, dada a posição como maior importadora de gasolina da região. O país monitora impactos logísticos com a crise.
India analisa opções para manter suprimentos caso o problema persista. Refinarias discutem alternativas, incluindo a possibilidade de adquirir petróleo russo, caso New Delhi aprove diante de uma crise prolongada.
Impacto no LNG preocupa compradores asiáticos. Analistas apontam que quedas na oferta de LNG por Qatar, Omã e Emirados podem exigir desvio de cargas ou redução de demanda, especialmente em Paquistão, Índia e Bangladesh.
Em Pequim e Tóquio, vigilância sobre estoques é constante. A China e o Japão são grandes importadores de LNG, com o Japão mantendo estoques equivalentes a cerca de três semanas de consumo doméstico, segundo autoridades japonesas.
A situação envolve ainda o estreito de Hormuz, rota vital para o petróleo mundial, com possibilidade de ampliação de distúrbios caso a crise se estenda. Fontes entrevistadas pela Reuters destacam riscos para a segurança de suprimentos na região.
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