- Os fuzileiros navais dos EUA teriam aberto fogo contra manifestantes que invadiam o consulado dos EUA em Karachi no fim de semana, de acordo com dois funcionários.
- Não fica claro se os disparos atingiram alguém ou resultaram em mortes; ainda não há confirmação de ferimentos entre os manifestantes.
- Este é o primeiro reconhecimento de autoridades americanas de que os Fuzileiros Navais participaram de disparos durante o protesto.
- Dez pessoas morreram no domingo, quando os manifestantes ocuparam parte do complexo após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
- Paquistão proibiu aglomerações públicas em todo o país e reforçou a presença policial próximo a missões norte-americanas, com protestos ocorrendo também em Lahore e Karachi.
A missão Diplomática dos EUA em Karachi viveu um momento de violência neste fim de semana, quando marinheiros dos Marines abriram fogo durante a invasão do consulado americano na cidade, segundo dois funcionários do governo dos Estados Unidos. O incidente ocorreu no domingo, em meio a protestos intensos relacionados à morte do líder iraniano Ayatolá Ali Khamenei, que desencadearam violência na região.
Os relatos indicam que a ação envolveu Marines, mas não está claro se os tiros atingiram alguém. Também não houve confirmação sobre a participação de seguranças privados ou forças locais na troca de tiros, que ocorreu dentro ou nas proximidades da área do consulado.
O saldo oficial do fim de semana aponta pelo menos dez pessoas mortas durante a invasão ao complexo, quando manifestantes chegaram a romper parte da estrutura externa. Em Pakistan, a violência se espalhou para outras cidades, levando a uma proibição de grandes reuniões.
Questionamentos sobre a origem dos disparos ainda não foram respondidos pelas autoridades. A embaixada dos EUA em Islamabad e as embaixadas consulares em Peshawar e Lahore permanecem sob vigilância reforçada, com restrições de acesso nas vias de aproximação.
A reportagem de Reuters citou autoridades que acompanharam o desenrolar dos fatos e procuraram confirmar detalhes com o Pentágono e o Departamento de Estado, que não forneceram comentários imediatos.
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