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Geopolítica, guerra no Irã e petróleo podem atrasar o rali das criptomoedas

Conflito envolvendo o Irã ameaça interromper o estreito de Hormuz, elevando o petróleo e a inflação, o que pode atrasar o ciclo de alta das criptomoedas

Bitcoin volatility surges as Iran war spark $128M in liquidations and oil fears threaten Fed rate cuts, risk-off flows keeping crypto capped.
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  • O conflito envolvendo o Irã aumenta a pressão sobre criptos, com traders precificando o possível fechamento do Estreito de Hormuz.
  • Se o estreito for fechado, o preço do petróleo pode subir, elevando a inflação e levando a manter as taxas de juros altas por mais tempo.
  • O bitcoin passa a acompanhar ativos de risco tradicionais, em vez de atuar como “ouro digital” nesse cenário de aversão ao risco.
  • Houve mais de US$ 128 milhões em liquidações em quatro horas após os relatos sobre a operação militar, com quase 80% das posições sendo longs.
  • Um petróleo acima de 90 dólares por barril pode atrasar cortes na política monetária do Federal Reserve, enquanto fluxos de capitais para stablecoins ajudam localmente, mas não substituem saídas institucionais.

O mercado de criptomoedas opera sob pressão à medida que o conflito envolvendo o Irã se intensifica, com traders precificando o risco de interrupção no Estreito de Hormuz. Caso essa rota de passagem esteja comprometida, o petróleo pode disparar, alimentando inflação e pressionando a atuação do Federal Reserve com taxas mais altas por mais tempo. Nesse cenário, o Bitcoin não atua como proteção e acompanha ativos de risco tradicionais.

Analistas apontam que a volatilidade do Bitcoin aumentou com o fortalecimento de temores sobre o bloqueio do estreito, responsável por cerca de um quinto do fluxo global de petróleo. Enquanto isso, a subida no preço do petróleo acima de 90 dólares por barril tende a manter a inflação elevada e pode atrasar cortes de juros no segundo trimestre do Fed.

A movimentação de capital para stablecoins tem oferecido apoio local, mas fluxos globais de aversão ao risco dominam a estrutura do mercado, limitando a alta de ativos digitais. O sentimento continua de de risco, com liquidez restrita e descompressão lenta de posições.

Bitcoin apresentou queda inicial para perto de 63 mil dólares, seguida de recuperação à medida que mais detalhes emergiam. No entanto, a recuperação parece mecânica, não baseada em confiança. O mercado observa redução de open interest, sinalizando corte de risco por parte das mesas.

A relação com ações também reflete o medo do momento. O S&P 500 registrou saída de recursos, e a correlação do Bitcoin com ações de tecnologia permanece elevada em períodos de estresse. Em cenários de tensão, o ativo não funciona como porto seguro.

Riscos do petróleo e a possível resposta da política monetária

Se o Estreito de Hormuz for comprometido, até 21 milhões de barris por dia podem ficar fora do mercado, representando cerca de 20% da oferta global. Even sem interrupção total, choques de preço tendem a ocorrer rapidamente e pressionar a inflação.

Caso o petróleo se mantenha acima de 100 dólares, o Fed pode manter postura de aperto monetário por mais tempo. A liquidez fica restrita e o ambiente de risco permanece desfavorável para criptomoedas, limitando ganhos no curto prazo.

Alguns analistas ainda veem apoio resultante do fluxo de capitais para USDT em regiões com moedas instáveis, mas esse movimento não substitui saídas institucionais provocadas pela política econômica global mais rígida.

As altcoins, como Ethereum, já acusam o impacto da liquidez restrita. Com o rendimento da Treasuries próximo de 5% por influência de pressões inflacionárias, o cenário de risco tende a manter o desempenho limitado do conjunto de ativos digitais.

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