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Irã destaca chances de retomar negociações nucleares entre Coreia e Trump

Novos ataques a Irã podem abrir espaço para Kim Jong Un retomar negociações nucleares com Trump, enquanto Washington e aliados reequilibram a região

U.S. President Donald Trump meets with North Korean leader Kim Jong Un at the demilitarized zone separating the two Koreas, in Panmunjom, South Korea, June 30, 2019.
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  • Ataques dos EUA e de Israel contra o Irã deixaram para trás o assassinato do líder supremo Ali Khamenei, segundo relatos.
  • Especialistas dizem que os ataques podem incentivar Kim Jong Un a reconsiderar negociações nucleares com o presidente Donald Trump.
  • Kim afirmou recentemente ampliar o arsenal, mas deixou a porta entreaberta para conversas, dependendo da postura dos EUA.
  • Alguns analistas veem uma janela de negociação se os Estados Unidos reconhecerem o status nuclear da Coreia do Norte, enquanto Kim busca apoio externo para ganhar tempo.
  • O Instituto de Pesquisa SIPRI estima que a Coreia do Norte possua cerca de cinquenta ogivas e material suficiente para produzir até quarenta additionalogivas.

O Irã foi alvo de ataques militares envolvendo EUA e Israel, em uma operação que ocorreu recentemente. A ofensiva é apresentada como resposta a ações regionais, girando em torno da possível retomada de negociações nucleares entre Coreia do Norte e os Estados Unidos. Expertes e ex-funcionários veem potencial impacto sobre Kim Jong Un, que tem mantido a possibilidade de diálogo com Washington em aberto.

Os ataques, segundo relatos, chegaram dois meses após uma operação de forças especiais norte-americanas que capturou Nicolás Maduro, na Venezuela. A ofensiva em território iraniano aparece como conhecida tendência de resposta de potências ocidentais a regimes considerados desafiadores no cenário internacional.

Analistas mencionam que Kim Jong Un pode interpretar o abalo no Irã como sinal de que Washington está disposto a pressionar adversários para abrir espaço a negociações. No entanto, destacam que Pyongyang já demonstra uma posição de maior dissonância com o Ocidente, baseada em seu avançado desenvolvimento nuclear.

Movimento diplomático e cenários de negociação

Fontes do governo norte-coreano afirmam que a postura de Washington, se vista como agressiva, pode endurecer a retórica de Pyongyang. Em Washington, avaliações internas questionam o efeito direto das ações sobre qualquer vontade de Kim de retornar às conversações com os EUA.

Quase simultaneamente, Kim reiterou, em discurso recente, a necessidade de ampliar o arsenal nuclear caso não haja avanços com os Estados Unidos. A KCNA citou o líder, destacando que a paz depende de mudanças na postura de Washington.

Segundo especialistas, North Korea tem hoje estimativa de cerca de 50 ogivas nucleares e capacidade para produzir até 40 adicionais, conforme o Instituto SIPRI. O país já consolidou direitos de uso preventivo em leis, fortalecendo seu status nuclear.

O que consideram as leituras dos especialistas

Analistas apontam que o contexto atual pode abrir uma janela para negociações se Pyongyang buscar vantagem estratégica ao explorar o recuo estratégico de Washington. A relação de Kim com China e Rússia é citada como fator de proteção regional.

Ao mesmo tempo, é destacado que a diferença entre Irã e Coreia do Norte em termos de capacidades militares favorece uma leitura de risco diferente para cada país. Enquanto o Irã enfrenta sanções, a Coreia do Norte investe em sistemas de entrega de maior alcance.

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