- Ataques dos EUA e de Israel contra o Irã deixaram para trás o assassinato do líder supremo Ali Khamenei, segundo relatos.
- Especialistas dizem que os ataques podem incentivar Kim Jong Un a reconsiderar negociações nucleares com o presidente Donald Trump.
- Kim afirmou recentemente ampliar o arsenal, mas deixou a porta entreaberta para conversas, dependendo da postura dos EUA.
- Alguns analistas veem uma janela de negociação se os Estados Unidos reconhecerem o status nuclear da Coreia do Norte, enquanto Kim busca apoio externo para ganhar tempo.
- O Instituto de Pesquisa SIPRI estima que a Coreia do Norte possua cerca de cinquenta ogivas e material suficiente para produzir até quarenta additionalogivas.
O Irã foi alvo de ataques militares envolvendo EUA e Israel, em uma operação que ocorreu recentemente. A ofensiva é apresentada como resposta a ações regionais, girando em torno da possível retomada de negociações nucleares entre Coreia do Norte e os Estados Unidos. Expertes e ex-funcionários veem potencial impacto sobre Kim Jong Un, que tem mantido a possibilidade de diálogo com Washington em aberto.
Os ataques, segundo relatos, chegaram dois meses após uma operação de forças especiais norte-americanas que capturou Nicolás Maduro, na Venezuela. A ofensiva em território iraniano aparece como conhecida tendência de resposta de potências ocidentais a regimes considerados desafiadores no cenário internacional.
Analistas mencionam que Kim Jong Un pode interpretar o abalo no Irã como sinal de que Washington está disposto a pressionar adversários para abrir espaço a negociações. No entanto, destacam que Pyongyang já demonstra uma posição de maior dissonância com o Ocidente, baseada em seu avançado desenvolvimento nuclear.
Movimento diplomático e cenários de negociação
Fontes do governo norte-coreano afirmam que a postura de Washington, se vista como agressiva, pode endurecer a retórica de Pyongyang. Em Washington, avaliações internas questionam o efeito direto das ações sobre qualquer vontade de Kim de retornar às conversações com os EUA.
Quase simultaneamente, Kim reiterou, em discurso recente, a necessidade de ampliar o arsenal nuclear caso não haja avanços com os Estados Unidos. A KCNA citou o líder, destacando que a paz depende de mudanças na postura de Washington.
Segundo especialistas, North Korea tem hoje estimativa de cerca de 50 ogivas nucleares e capacidade para produzir até 40 adicionais, conforme o Instituto SIPRI. O país já consolidou direitos de uso preventivo em leis, fortalecendo seu status nuclear.
O que consideram as leituras dos especialistas
Analistas apontam que o contexto atual pode abrir uma janela para negociações se Pyongyang buscar vantagem estratégica ao explorar o recuo estratégico de Washington. A relação de Kim com China e Rússia é citada como fator de proteção regional.
Ao mesmo tempo, é destacado que a diferença entre Irã e Coreia do Norte em termos de capacidades militares favorece uma leitura de risco diferente para cada país. Enquanto o Irã enfrenta sanções, a Coreia do Norte investe em sistemas de entrega de maior alcance.
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