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Mongabay lança nova linha de reportagem com comunidades indígenas

Mongabay lança a Indigenous Desk para ampliar a participação de povos originários na cobertura ambiental, com fontes primárias e jornalismo independente

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  • A Mongabay lançou o Indigenous Desk para ampliar o jornalismo que coloca povos indígenas no centro das informações, tanto como fontes quanto como jornalistas.
  • A iniciativa busca ir além de retratos superficiais, incluindo vozes indígenas diversas para maior profundidade, continuidade e impacto.
  • O objetivo é tornar o conteúdo relevante para comunidades indígenas e ampliar a participação em coberturas globais de conservação.
  • Líderes da Mongabay ressaltam que vozes indígenas ajudam a esclarecer direitos, territórios e conservação, fortalecendo narrativas independentes e transparentes.
  • Exemplos de alcance: investigações que estimularam ações oficiais em defesa de defensores de florestas no Peru, questionamentos sobre projetos de hidrelétrica no Nepal e reversão de acordos de créditos de carbono em Borneo, com reconhecimento internacional.

Mongabay lançou um novo desk dedicado aos povos Indígenas, com foco em cobrir, com e para as comunidades, as questões ambientais globais. A iniciativa busca ampliar a participação de povos originários como fontes e jornalistas, promovendo uma visão mais ampla e diversa sobre conservação e biodiversidade.

O objetivo é superar retratos superficiais e oferecer coberturas com profundidade e continuidade. O desk reúne vozes indígenas para ampliar o alcance de reportagens independentes, transparentes e com impacto real para as comunidades envolvidas.

Segundo Willie Shubert, editor executivo da Mongabay, a proposta é manter a relevância da publicação para um público cada vez mais diverso e atento às questões indígenas. Latoya Abulu, editora sênior, ressalta a importância de narrativas equilibradas para ampliar ações concretas.

Impacto

Investigações revelam fraudes que exploram comunidades indígenas na América Latina

Indígenas de Peru, Bolívia e Panamá teriam assinado acordos para entregar direitos econômicos sobre florestas, sob a promessa de empregos e desenvolvimento. Empresas sem experiência em finanças sustentáveis promoviam o chamado “ecossistema de mercado”.

Relatos de comunidades indicam que as vacinas de apoio da ONU citadas pelos outsiders eram falsas. Todas as entidades citadas pelas empresas negaram qualquer envolvimento, segundo apurações da Mongabay Latam.

Em Peru, a comunidade Matsés rescindiu o acordo após conhecer as falsas alegações. Em março de 2024, o grupo diretivo confirmou à Mongabay a próxima anulação do contrato. Em paralelo, a Conservation International encerrou memorando com a mesma empresa sobre uma área de conservação privada.

Ações oficiais em defesa de defensores de florestas na Peru

A reportagem de 2022 mostrou a situação da comunidade Santa Rosillo de Yanayacu, ameaçada por atividades de fora da região. A divulgação de dados pela Mongabay Latam levou o Ministério do Ambiente e a Procuradoria a intensificarem a atuação.

Um promotor confirmou ter recebido informações sobre o caso de um líder indígena, levando a uma investigação ambiental especializada. A mobilização jornalística ajudou a ampliar o escrutínio sobre violência e desmatamento na região.

Mineração e impactos em comunidades indígenas

A Mongabay acompanhou os efeitos sociais e ambientais da mineração ilegal no Cenepa, entre Peru e Equador, revelando dezenas de pontos de garimpo e riscos a comunidades Awajún, com exploração laboral e sexual associada à atividade.

Casos de fiscalização passaram a ocorrer após as reportagens, com ações de autoridades locais para coibir as práticas. A cobertura também destacou a necessidade de proteção de territórios frente a atividades extrativas.

Hidroelétrica no Nepal e direitos indígenas

Uma investigação de 2024 confirmou violações de direitos de comunidades Bhote Singsa no projeto hidrelétrico Chhujung Khola, no leste do Nepal. Documentos adulterados, falhas de consulta e impactos ambientais incompletos foram identificados.

O estudo evidenciou que a pegada real do projeto era muito maior que a apresentada oficialmente. Mesmo com as evidências, obras continuaram em etapas, incluindo estradas noturnas e desapropriação de pastagens tradicionais.

Emissões de carbono em Sabah, Borneo, ganham reavaliação

Relatos de 2021 expuseram um acordo secreto entre governo estadual de Sabah e empresas estrangeiras sobre créditos de carbono, envolvendo financiamento de florestas. A negociação ocorreu sem consulta adequada a comunidades locais.

A divulgação ajudou a impedir a venda de créditos durante encontros da COP26 e impulsionou ações legais lideradas por lideranças indígenas. Ao longo de 2022, 2024 e 2025, houve avanços na reversão do acordo e encerramento do projeto.

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