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O levante no Nepal levou entes queridos; agora esperam por mudança

A Revolta de setembro, que deixou 77 mortos e levou à renúncia do primeiro-ministro, redefine o cenário político e alimenta o clamor por responsabilização

Saloni Subedi sits on the lap of her mother, Parbati Subedi, 28, wife of Dev Kumar Subedi, 29, who was shot dead during youth led protests that toppled Nepal's prime minister and prompted elections set for March 5, 2026, after her mother arrives home from work in Lalitpur, Nepal, February 22, 2026. REUTERS/Navesh Chitrakar
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  • Em setembro do ano passado, 77 pessoas morreram em protestos contra corrupção e desemprego, que levaram à renúncia do primeiro-ministro na época, K. P. Sharma Oli, e influenciaram as eleições gerais atuais no Nepal.
  • Rashik Khatiwada, de 23 anos, foi morto duas horas após erguer uma faixa com a frase “FUCK THE SYSTEM!” próximo ao parlamento nepalês.
  • A desilusão com a elite política abriu espaço para Balendra Shah, rapper que virou candidato a primeiro-ministro, com a exaltação de mudanças na campanha. Khatiwada participa da Coligação Rastriya Swatantra Party.
  • Filhos de famílias atingidas pelo massacre, incluindo a mãe de Rashik, cobraram responsabilização e apontaram falhas do governo interino em entregar justiça.
  • Campanhas de viúvas, como Parbati Subedi, destacam dificuldades econômicas e a busca por promessas não cumpridas, enquanto o governo interino já pagou compensação a algumas famílias.

O levante popular no Nepal deixou famílias desoladas e moldou o debate eleitoral. No fim de 2023, centenas de manifestantes lotaram o entorno do parlamento exigindo combate à corrupção e mais empregos. Dois dias de protestos resultaram na morte de 77 pessoas e na queda do primeiro-ministro K P Oli.

O episódio ligado a Rashik Khatiwada, 23 anos, tornou-se símbolo da crise. O estudante foi morto pouco depois de erguer um cartaz com críticas ao sistema. A família de Rashik, representada pela mãe Rachana Khatiwada, pediu responsabilização pelos desfechos violentos e justiça para os jovens.

Os desdobramentos políticos abriram espaço para novos protagonistas. Balendra Shah, rapper e atual prefeito de Katmandu, concorre ao posto de primeiro-ministro com apoio de um movimento que ganhou força entre jovens e famílias afetadas pela violência. Khatiwada apoiou a candidatura como candidata proporcional do Rastriya Swatantra Party.

Parbati Subedi, que trabalha desde cedo como diarista, sustenta a filha após a morte do marido na repressão do governo Oli. Outras famílias mencionam promessas não cumpridas, incluindo assistência médica, pensões e oportunidades de emprego para parentes das vítimas.

Aviões de cobrança políticas apontam para uma resposta tardia de um governo interino, que já havia concedido cerca de 1,5 milhão de rúpias a parte das famílias reconhecidas como mártires. A comissão encarregada de apurar as circunstâncias das mortes recebeu três prorrogações e deve apresentar conclusão após as eleições.

Enquanto a campanha avança, muitos nepaleses buscam mudanças estruturais após a experiência de 8 e 9 de setembro. A manifestação deixou claro o desejo de aperfeiçoar a governança, reduzir a impunidade e ampliar oportunidades econômicas, segundo relatos de famílias afetadas.

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