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Senador ultraconservador australiano é censurado por comentários sobre muçulmanos

Senado australiano censura Pauline Hanson por comentários inflamados contra muçulmanos durante debate sobre retorno de parentes de militantes do Estado Islâmico

One Nation leader Pauline Hanson walks out during debate on a censure motion in the Senate chamber at Parliament House in Canberra, Australia, March 2, 2026. AAP/Lukas Coch/via REUTERS
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  • O Senado australiano censurou a senadora Pauline Hanson por comentários inflamatórios sobre muçulmanos durante debate sobre o possível retorno de parentes de militantes do Estado Islâmico da Síria.
  • A moção de censura foi apresentada pela líder do governo trabalhista no Senado, Penny Wong, e apoiou-se na liderança de Hanson pelo partido One Nation.
  • A moção foi aprovada com o apoio do Greens e de dois senadores Liberais que cruzaram o chão político.
  • Wong afirmou que a censura envia uma mensagem de tolerância religiosa; Hanson chamou a medida de golpe e deixou o plenário.
  • Hanson ganhou notoriedade desde os anos 1990 por sua oposição à imigração, incluindo ações políticas recentes envolvendo a burca e políticas anti-imigração.

A Câmara alta da Austrália censurou nesta segunda-feira a senadora de direita Pauline Hanson por comentários considerados inflamadas e divisivas sobre muçulados, durante um debate sobre o possível retorno de parentes de extremistas do Estado Islâmico da Síria. A moção de censura foi apresentada pela líder do governo trabalhista, Penny Wong.

A propositura descreveu as falas de Hanson como violando o decoro do Senado e não refletindo a opinião do parlamento nem do povo australiano. A votação recebeu apoio dos Greens e de dois senadores do Partido Liberal, que cruzaram o plenário para aprovarem a censura.

Hanson, líder do partido One Nation, chamou a atenção ao longo de sua carreira por postura anti-imigração. Ela chegou a vestir burca no Parlamento em ocasiões anteriores, em ações políticas envolvendo a temática religiosa e de vestuário. A parlamentar reagiu à censura chamando-a de manobra política.

O debate sobre o retorno de familiares de militantes do EI está ligado a políticas de segurança e imigração, tema que acompanha o cenário eleitoral australiano. A censura foi criticada por opositores como um sinal de divisão, embora o governo tenha dito tratar-se de uma mensagem aos fiéis e aos eleitores.

Motivo da censura e votação

A Câmara alta concluiu que as declarações de Hanson eram inflamadas e visavam vilipendiar muçulmanos australianos, distorcendo o debate público sobre o tema. A medida foi aprovada com apoio de partidos menores, em um ato de responsabilização institucional.

Repercussões e reação

Hanson classificou a medida como um golpe político e saiu do plenário. O governo afirmou que a censura estabelece uma linha clara contra ataques contra minorias religiosas. A discussão sobre o retorno de familiares de militantes do EI continua nos bastidores do Parlamento.

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