- Explosões abalaram a prisão de Evin, em Teerã, no quarto dia de intensificação do conflito, com um estilhaçar de janelas e teto próximo ao bloco onde ficam os detidos.
- Lindsay Foreman e Craig Foreman, cidadãos britânicos, foram condenados a dez anos de prisão no Irã por espionagem, as acusações são contestadas pelos réus.
- O filho deles, Joe Bennett, informou que as condições dentro da prisão ficam mais tensas e mais detidos são levados após protestos na cidade.
- Familiares temem pela alimentação e água, já que o funcionamento da prisão pode sofrer com interrupções de suprimentos, apesar de a loja interna permanecer aberta.
- Governo britânico mantém contato consular, mas não houve acesso consular nos últimos três meses; a família pede um plano para a libertação dos pais.
A explosões que atingiram a prisão de Evin, em Teerã, abalaram as condições de detenção de Lindsay Foreman e Craig Foreman, brasileiros ou britânicos? Não, britânicos, segundo o filho deles. A informação chega enquanto o conflito no Irã se intensifica, na capital, por quarto dia consecutivo.
Joe Bennett, filho do casal, disse à Reuters que os janelas e o teto da ala onde estão teriam sido atingidos por uma bomba próxima ao complexo. Ele relata que a atmosfera na prisão ficou mais tensa com a chegada de novos detidos após protestos no centro da cidade.
Lindsay e Craig Foreman foram condenados a 10 anos de prisão por espionagem, após serem detidos em janeiro de 2025 durante uma viagem de moto global pelo Irã. Eles negam as acusações e afirmam seguir recebendo visitas restritas por meio de linha comunitária.
O filho descreve que os sons de aviões e explosões são heard na área externa da prisão. O risco para a segurança dos detidos é alvo de preocupação, já que o Irã vive uma escalada de hostilidades no momento.
A família teme a continuidade do acesso a itens básicos, como comida e água, com a loja da prisão ainda em funcionamento, mas com incertezas sobre o fornecimento diante da disrupção logística causada pelo conflito.
Segundo Bennet, o governo britânico tem mantido contato com a família, mas não houve acesso consular há três meses, e não há um plano claro para a liberação dos detidos. A família diz buscar uma estratégia firme para o retorno dos pais.
Fonte: informações repassadas pela Reuters.
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