- Cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, criticou abertamente os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, em entrevista à Vatican News.
- Ele disse que as ações minam o direito internacional e não reconhecem o direito de guerras preventivas.
- Parolin afirmou que o ritmo dos ataques representa um “afrouxamento do direito internacional” e que a paz não vem da aniquilação do inimigo.
- A entrevista ocorreu durante a quinta jornada de ataques, com o Vaticano News reportando as declarações do diplomata.
- O Papa Francisco já pediu o fim do conflito, defendendo o fim da “espiral de violência”; o Vaticano costuma evitar críticas diretas a campanhas militares, mantendo, em geral, papel de mediador.
O Vaticano pediu cautela no posicionamento sobre as ações militares entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O comentário veio do maior diplomata da Santa Sé, em meio a críticas diretas a uma campanha que já está em seu quinto dia. A comunicação ocorreu via Vatican News.
Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado, afirmou que esses ataques ameaçam o direito internacional e não autorizam guerras preventivas. Segundo ele, permitir esse tipo de ação pode levar a um aumento do conflito global e colocar a paz em risco.
Parolin ressaltou que o uso da força não pode substituir o direito. Em entrevista, o representante do Vaticano disse que a prática fortalece a convicção de que a paz depende da destruição do adversário, o que ele classificou como alarmante.
O contexto envolve a posição dos EUA e de Israel, que afirmam agir para impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã e conter seu programa de mísseis de longo alcance. Teerã nega que busque esse tipo de armamento.
É incomum que diplomatas do Vaticano critiquem publicamente campanhas militares específicas, já que a Santa Sé costuma preferir atuação atrás das cenas e buscar mediação de conflitos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, justificou as ações como necessárias para evitar chegada de armas nucleares ao Irã, segundo declarações associadas à estratégia de segurança. O tema é debatido por outras nações e organizações internacionais.
O Papa Francisco, em mensagem para fiéis no domingo, pediu o fim do ciclo de violência e fez um apelo por soluções pacíficas e diálogo entre as partes, sem mencionar diretamente o recente ataque.
Entre na conversa da comunidade