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Dron Shahed 136 amplia vantagem estratégica do Irã na guerra

drone Shahed 136, de baixo custo, vira vantagem estratégica para Irã na guerra, dificultando interceptação e aumentando custos de defesa

Daños causados por un dron iraní contra un edificio de Manama, la capital de Baréin, el domingo.
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  • O Shahed 136 é um drone bomba iraniano de baixo custo, cerca de 30.000 euros cada, o que facilita produção em massa frente a mísseis mais caros.
  • A produção em larga escala é acompanhada pela origem do modelo: Centro de Investigação de Indústrias de Aviación Shahed, ligado à Guarda Revolucionária, em Irã.
  • Nos primeiros dias de escalada no Médio Oriente, Teerã lançou mais de mil drones contra Israel e países árabes; Emirados Árabes Unidos receberam mais de 600, Kuwait quase 300 e Israel cerca de 50.
  • Alguns drones alcançaram centros urbanos, como Manama e Dubai; na Arábia Saudita, dois veículos atingiram a Embaixada dos EUA em Riad.
  • Especialistas ressaltam a dificuldade de defesa: drones são baratos de produzir e difíceis de interceptar com sistemas caros; França anunciou envio de defesas para a ilha de Chipre contra esse tipo de ameaça.

O Shahed 136, drone fabricado pelo Irã, ganha destaque estratégico na guerra ao ser usado por forças russas. A produção em escala, com custo baixo, facilita o emprego de aeronaves bombas frente a mísseis interceptores mais onerosos. A informação circula em análises de defesa e em relatórios de monitoramento de conflitos.

Segundo pesquisadores, o Shahed 136 é a peça central de uma família de drones kamikaze. Seu preço unitário fica em torno de 30 mil euros, muito abaixo do custo de mísseis usados para interceptação. A combinação de produção em massa e preço baixo compõe a vantagem competitiva do Irã.

Custo, uso e alcance

Em menos de uma semana de escalada na região, Teerã teria lançado mais de mil drones contra Israel e países árabes com ativos militares dos EUA. Emiratos Árabes Unidos, Kuwait e Israel aparecem entre os alvos com maior frequência. Baréin, Qatar e Jordânia também foram atingidos, com alguns ataques registrados em áreas urbanas.

A maior parte dos ataques foi neutralizada por defesas aéreas, embora alguns drones tenham alcançado centros urbanos. Entre os casos relatados, houve impactos na Embajada dos EUA em Riad, na Arábia Saudita, e em outras instalações estratégicas. Autores apontam que aeronaves operam em altitudes e trajetórias desiguais, dificultando a interceptação.

Cenário de defesa e implicações

Especialistas destacam que a defesa contra drones baratos exige estratégias de menor custo. A ideia é combinar radares, interceptores econômicos, guerra eletrônica e infraestrutura resiliente para absorver ataques maciços. Analistas do CSIS ressaltam que manter defesa apenas com ativos premium não é sustentável a longo prazo.

França anunciou envio de sistemas de defesa para enfrentar esse tipo de ameaça, incluindo atuação contra mísseis, para apoiar a defesa de áreas estratégicas. Observa-se, ainda, que a transferência de tecnologia e artilharia de defesa vem sendo apropriada por nações com interesse em conter o avanço de ataques aéreos de baixo custo.

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