- A justiça grega confirmou que a Aurora Dorada era uma organização criminosa de ideologia neonazista, com condenação de seus dirigentes na apelação concluída em Atenas.
- Entre os condenados estão o líder Nikólaos Mijaloyakós, o diretor político Ilias Kasídiaras e o eurodeputado Ioannes Lagos; mais 38 nomes foram considerados culpados, incluindo membros da cúpula.
- Do total inicial de 69 acusados, 12 foram absolvidos, sete ficaram fora por prescrição de crimes menores e um faleceu; 42 recursaram.
- O julgamento envolveu milhares de documentos, testemunhas da acusação (144 na primeira instância; 121 na segunda) e defesa (69), com volume de autos estimado em quatro terabytes.
- Em frente ao tribunal, a mãe de Pavlos Fyssas, vítima antifascista, disse que a decisão representa vitória coletiva e que não quer ver novamente os responsáveis pelas mortes.
O tribunal de Atenas encerrou o maior julgamento da história da Grécia, confirmando que Aurora Dorada foi uma organização criminosa de ideologia neonazista. A decisão de apelação deve ainda considerar agravantes ou atenuantes antes de fixar penas finais.
Entre os condenados estão o líder Nikólaos Mijaloyákos, seu braço direito Jristos Pappás, o porta-voz Ilias Kasidiaris e o eurodeputado Ioannis Lagos. Outros 38 membros da cúpula também foram condenados ou já estavam sob acusação.
O processo teve início em 2013, após o assassinato do rapper antifascista Pavlos Fyssas. A sentença original foi de penas que vão de prisão perpétua a cinco anos, dependendo da gravidade dos crimes. A apelação foi concluída em 4 de março de 2026.
Resultado da apelação e penas
Ao todo, 12 acusados chegaram à absolvição, sete foram afastados por prescrição e um faleceu. Ao menos 42 condenados recorreram, enquanto sete retiraram a apelação.
Detalhes do caso e desdobramentos
Os tribunais ouviram centenas de testemunhas entre as fases. O material processual incluiu quatro terabytes de dados, com perfis de polícia, vítimas, sindicalistas e autoridades. A defesa pediu clemência e alegou perseguição política.
Contexto e repercussões
Aurora Dorada nasceu em 1981, ligada a ações violentas contra migrantes. A violência associada ao grupo foi objeto de investigações e de uma corrida antifascista que resultou no fechamento de dezenas de sedes do partido. A mãe de Pavlos Fyssas participou intensamente das sessões e celebrou, ao final, a decisão como vitória coletiva. Algumas correntes de oposição destacam que o combate ao fascismo continua mesmo após a sentença.
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