- O ativista anti‑apartheid Mosiuoa Lekota morreu nas primeiras horas desta quarta-feira, aos 77 anos, após um período de doença, informou o seu partido.
- Foi ministro da defesa da África do Sul de 1999 a 2008 e era aliado próximo do ex‑presidente Thabo Mbeki.
- Lekota deixou o ANC em protesto contra a demissão de Mbeki e foi destituído do Comitê Executivo Nacional do ANC após críticas a Jacob Zuma.
- Em 2008, cofundou o Congresso do Povo (COPE); no primeiro pleito nacional disputado, em 2009, a COPE obteve cerca de 7% dos votos.
- Desde então, a participação da COPE ficou abaixo de 1% em todas as eleições nacionais; Lekota também atuou como ativista estudantil e cumpriu pena na Ilha Robben ao lado de Nelson Mandela.
Mosiuoa Lekota, ex-ministro da Defesa da África do Sul e figura-chave na política pós-apartheid, morreu na madrugada de quarta-feira após período de doença. A informação foi divulgada pelo próprio partido que fundou, o COPE. Ele tinha 77 anos.
Lekota rompeu com o Congresso Nacional Africano (ANC) para criar o COPE em 2008. Foi cidadão próximo de Thabo Mbeki e serviu como ministro da Defesa de 1999 a 2008. Sua saída do governo ocorreu após críticas ao então presidente Jacob Zuma.
Ao longo da carreira, Lekota atuou como militante estudantil nos anos 70 e chegou a cumprir pena na Ilha Robben, ao lado de Nelson Mandela. O COPE chegou a obter cerca de 7% dos votos na primeira eleição que disputou, em 2009, mas desde então teve participação abaixo de 1%.
Em nota, o COPE informou que Lekota vinha se afastando da vida pública há algum tempo devido à enfermidade, mantendo, porém, um perfil reservado. O falecimento ocorre em meio ao debate sobre a evolução do espectro político sul-africano.
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