Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mortes de migrantes no Mediterrâneo atingem recorde

Mortes de migrantes no Mediterrâneo atingem recorde em início de 2026, com 768 desaparecimentos; falta de rotas seguras aumenta o risco e a mortalidade

Migrantes a bordo de un barco, cruzando La Mancha, en Gravelines (Francia), este miércoles.
0:00
Carregando...
0:00
  • Nos dois primeiros meses de 2026, a Organização Internacional para as Migrações registra 768 mortes ou desaparecimentos no Mediterrâneo, início de ano mais letal já observado.
  • Em janeiro e fevereiro, cerca de 11 mil pessoas chegaram à Europa, e aproximadamente uma em quinze morreu ou desapareceu no mar, quase seis vezes a média dos últimos cinco anos.
  • A rota central do Mediterrâneo permanece a mais letal, com 559 mortes registradas desde o começo do ano.
  • Na última tragédia, um barco que partiu da Líbia afundou ao sul de Creta durante novo temporal; houve 20 resgatados, quatro corpos encontrados e estima-se que 30 migrantes tenham morrido.
  • Em janeiro houve três dias com múltiplos naufrágios, especialmente frente à costa de Túnez, em meio a operações de retenção e ciclones; especialistas destacam a necessidade de vias seguras e legais para reduzir mortes.

O balanço divulgado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) aponta 768 mortos ou desaparecidos no mar, nos meses de janeiro e fevereiro de 2026. O salto é o início de ano mais letal já registrado no Mediterrâneo, devido à falta de rotas seguras e a tempestades intensas.

A região enfrenta clima extremo desde o começo do ano, com chuvas fortes, ventos fortes e ondas grandes. Enquanto o interior do Mar Mediterrâneo registra mais fatalidades, países costeiros mantêm medidas para reduzir impactos, mas as travessias seguem arriscadas.

Entre os países, o Egito apontou que 21 migrantes estavam a bordo da embarcação envolvida no acidente ao sul de Creta; três corpos foram encontrados e 18 ainda estavam desaparecidos. Quatro corpos foram localizados e 20 pessoas foram resgatadas.

Dados e contexto

A OIM informou que quase 11 mil embarcações chegaram à Europa nos dois primeiros meses de 2026, o que eleva o índice de fatalidades. Em média, uma de cada quinze pessoas que tenta cruzar o Mediterrâneo morre ou desaparece neste período.

A rota central permanece a mais mortal, com 559 mortes registradas desde o início do ano. Um naufrágio próximo à costa da Líbia levou à perda de 55 pessoas, incluindo dois bebês, deixando apenas duas mulheres sobreviventes.

Desdobramentos e apelos

Especialistas destacam que o agravamento está ligado à continuidade das redes de tráfico e à escassez de vias legais seguras. A OIM reforça a necessidade de operações de busca e resgate mais eficazes e de desembarque em pontos seguros, como medida de proteção.

Segundo a instituição, oferecer vias legais e seguras é visto como a solução a longo prazo para reduzir mortes no mar e proteger pessoas em movimento, diante de pressões econômicas e crises humanitárias.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais