- O primeiro-ministro de Portugal, Luis Montenegro, defendeu o uso da base aérea de Lajes, nos Açores, pelo Exército dos EUA durante a campanha de bombardeio ao Irã.
- Portugal tem acordo de longa data com os Estados Unidos que permite uso da base sem autorização prévia em tempos de paz, com aprovação necessária quando há hostilidades.
- A autorização foi concedida por motivos defensivos, com base na necessidade e contra alvos militares, conforme a lei internacional, disse Montenegro.
- Montenegro ressaltou a proximidade de Portugal com os Estados Unidos e destacou que o Irã violou normas internacionais com ambições nucleares e capacidades de mísseis de longo alcance.
- O governo anunciou ainda uma redução extraordinária e temporária do imposto sobre petróleo e produtos de energia para compensar possíveis altas de preço provocadas pelo conflito.
O governo de Portugal defendeu a decisão de permitir que os Estados Unidos utilizem a base aérea de Lajes, nos Açores, durante a campanha de bombardeio na região. A posição contrasta com a de Espanha, que não autorizou o uso de suas bases.
O primeiro-ministro Luís Montenegro argumentou que o uso da base está em conformidade com a lei portuguesa e com acordos com Washington. A autorização foi concedida por razões defensivas, com base na necessidade e contra alvos militares, segundo o líder.
Montenegro informou ao parlamento na quarta-feira que Teerã tem violado normas internacionais, citando capacidades nucleares e mísseis de longo alcance. O governo ressaltou que Portugal é aliado próximo dos EUA há décadas e que a prioridade é a diplomacia, mas admite ações diante de ataques a outros países.
Contexto e alcance do acordo
Segundo o acordo histórico, os EUA podem usar a base sem autorização prévia em tempo de paz, cabendo a Portugal concordar quando existirem hostilidades. O premiê destacou que Portugal é membro fundador da Otan desde 1949, ao contrário de Espanha, que ingressou apenas em 1982.
Medidas econômicas associadas
Montenegro também anunciou uma medida temporária: redução extraordinária de impostos sobre petróleo e produtos de energia para compensar aumentos de preço decorrentes do conflito, com efeito prático apenas sobre variações acima de 0,10 euros por litro.
A apuração foi acompanhada por repórteres indicando que a decisão busca equilibrar segurança estratégica e responsabilidade fiscal, dentro de um cenário de tensão regional. A reportagem completa foi produzida pela redação de Reuters.
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