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Tribunal mexicano manda Exército entregar documentos dos estudantes desaparecidos

Justiça ordena ao Exército entregar 853 páginas faltantes de informações geradas pela CFRI (órgão de inteligência do Exército), impulsionando a investigação de Ayotzinapa

Students of the Ayotzinapa Rural Teachers' College take part in a march to demand justice in the 2014 disappearance of 43 students of Ayotzinapa Rural Teachers' College, in Mexico City, Mexico, June 26, 2025. REUTERS/Henry Romero
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  • Um tribunalhoje determinou que o Exército entregue 853 páginas de informações da CFRI, que até então não haviam sido disponibilizadas, para a investigação sobre o desaparecimento de 43 estudantes em Ayotzinapa, em 2014.
  • As informações apontam que as páginas podem ajudar a avançar o caso, que envolve suposta atuação de crime organizado e forças de segurança locais.
  • Até hoje ninguém foi condenado pelo ocorrido, apesar de mais de cem pessoas terem sido presas e enfrentarem processo.
  • Apenas os restos de três estudantes foram identificados; localização dos demais continua desconhecida.
  • Os familiares dizem que o acesso aos documentos é essencial para conhecer a verdade, e o Ministério da Defesa não comentou imediatamente a decisão.

O juiz de uma corte mexicana determinou que as Forças Armadas entreguem documentos desde há muito aguardados que podem avançar a investigação sobre o desaparecimento de 43 estudantes em Ayotzinapa, em 2014, no estado de Guerrero. A decisão envolve informações geradas pela CFRI, órgão de inteligência do Exército.

A decisão rejeita a alegação anterior de que 853 páginas de informações não existiam e ordena que sejam entregues. A corte afirmou que os documentos não devem ser considerados classificados devido ao interesse público e às famílias das vítimas.

Desde 2014, o caso tem enfrentado falhas processuais e interferências. Investigações internacionais apontam que as estudantes foram mortas por membros de organizações criminosas em conluio com a polícia local. Mais de 100 pessoas já foram presas, com processos contínuos.

Progressos e impactos

As informações podem ampliar avanços na apuração, segundo o Centro Pro Derecho a la Tierra, que representa as famílias. O centro afirma que a decisão reconhece o direito à verdade e a obrigação de autoridades fornecerem dados relevantes para a busca.

O Ministério da Defesa não respondeu de imediato ao pedido de comentário sobre a decisão, datada de 19 de fevereiro. Em coletiva de imprensa, a presidente Claudia Sheinbaum disse que não tinha conhecimento da decisão, mas marcaria encontro com os pais ainda neste mês.

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