- O presidente Donald Trump discute com assessores qual papel os EUA podem ter no Irã após a campanha militar em curso.
- A Casa Branca afirmou que Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá morto, surgiu como favorito para suceder o pai como líder supremo do Irã.
- A porta-voz revelou que Trump avalia com a equipe de segurança nacional o papel dos EUA no Irã no futuro, mas o foco atual é o sucesso da operação militar.
- Leavitt defendeu os objetivos da ofensiva aérea conjunta de EUA e Israel contra o Irã, citando ameaças acumuladas do regime aos Estados Unidos, seus aliados e o público.
- Uma pesquisa Reuters/Ipsos mostrou que apenas um quarto dos americanos aprovam os ataques; metade acredita que Trump está disposto a usar a força demais, gerando críticas.
Diante de novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, a Casa Branca informou que o presidente Donald Trump analisa com seus assessores o papel que os EUA podem ter após a campanha militar em curso. As avaliações ocorrem ao mesmo tempo em que a inteligência americana monitora informações sobre o possível favorito para suceder o aiatolá Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, filho do líder iraniano, segundo a Administração.
A porta-voz Karine Leavitt afirmou aos jornalistas que há relatos sobre Mojtaba Khamenei emergindo como possível sucessor, e que as agências de inteligência acompanham de perto essas informações. Segundo ela, ainda é cedo para concluir quem assumirá a liderança, e o governo precisa aguardar.
A assessoria reiterou que Trump está ativamente considerando o papel futuro dos EUA no Irã, em conjunto com a equipe de segurança nacional, mas destacou que o foco imediato é o sucesso da operação militar em curso, realizada em cooperação com Israel. Leavitt ressaltou que a operação visa responder a ameaças diretas ao país.
Ainda segundo o governo, os objetivos da junção entre ações norte-americanas e israelenses no Irã estão vinculados a uma atuação contra o que descreve como um regime que ameaça os EUA, seus aliados e o público. A administração sustenta que a decisão de lançar a operação resulta de uma soma de ameaças diretas ao país.
Trump tem rejeitado a ideia de que Israel tenha pressionado os EUA a entrar no conflito, mesmo com narrativas divergentes entre a Casa Branca e apoiadores democratas sobre a motivação da ação. A narrativa oficial enfatiza objetivos de segurança nacional e combate a ameaças de longo prazo.
Uma pesquisa da Reuters/Ipsos publicada recentemente indicou que a aprovação dos EUA para os ataques contra o Irã é baixa entre os norte-americanos, com uma parcela expressiva desaprovando o uso de força. A sondagem também sugere ceticismo entre eleitores republicanos sobre a disposição de Trump para recorrer a ações militares.
Fonte: Reuters
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