- O Vaticano condena o recurso à guerra e pede que a paz prevaleça, com o Papa e o cardeal Pietro Parolin destacando riscos de uma guerra preventiva sem marco jurídico.
- Parolin afirmou que permitir guerras preventivas sob critérios próprios poderia deixar o mundo “em chamas”, alertando sobre o declínio do direito internacional.
- O Vaticano reforçou a necessidade de buscar a paz por meio da diplomacia, especialmente em organismos multilaterais, para resolver conflitos de forma não violenta e mais justa.
- O secretário de Estado da Santa Sé criticou a erosão do multilateralismo após a II Guerra Mundial, destacando a importância da Carta das Nações Unidas para guiar a gestão de conflitos.
O Vaticano voltou a pedir a paz em Oriente Médio e a rejeitar a ideia de guerra preventiva. Em entrevista aos meios vaticanos, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado, afirmou que permitir o direito de invadir com base em critérios nacionais apenas acende riscos de escalar conflitos.
Parolin destacou que o declínio do direito internacional é uma preocupação real. Segundo ele, a justiça vem sendo substituída pela força e pela prática de impor o próprio poder, o que, na visão dele, compromete caminhos pacíficos e duradouros.
O pontífice já havia manifestado, em diferentes momentos, oposição a uma invasão de Irã e a guerras que gerem consequências graves para civis. Hoje, Parolin reforçou a importância da diplomacia e dos mecanismos multilaterais da ONU como vias para resolver disputas sem uso da força.
Contexto internacional
O número dois da Santa Sé criticou a crise do multilateralismo, destacando que a cooperação entre Estados é essencial para evitar conflitos. Ele apontou que a confiança nas regras que regem as relações internacionais precisa ser resgatada para reduzir tensões.
Parolin lembrou que, após a Segunda Guerra Mundial, houve esforço para impedir horrores similares por meio da ONU. A Carta das Nações Unidas foi citada como referência de diretrizes para a gestão de conflitos, ainda que, na avaliação dele, tais esforços estejam sendo desafiados.
Desdobramentos
A posição do Vaticano é apresentada como uma linha de atuação que enfatiza diálogo diplomático em organismos multilaterais. Parolin pediu que a paz seja buscada por meios institucionais, evitando medidas que agravem crises humanitárias e prejudiquem a proteção de civis.
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