- Hezbollah posicionou forças de elite Radwan no sul do Líbano, retornando à região fronteiriça de onde se afastou após a guerra de 2024.
- As ordens foram dadas para impedir avanços de tanques israelenses, com Khiyam citada como exemplo de área sob pressão.
- O grupo, apoiado pelo Irã, entrou no conflito na segunda-feira para vingar a morte do líder supremo iraniano.
- Israel realizou ataques pesados no sul do Líbano, deslocou mais tropas e pediu que libaneses deixassem áreas próximas à fronteira.
- O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o grupo está em defesa existencial contra o que chamou de plano de ocupação e expansão de Israel.
Os muros de fogo se intensificaram na região sul do Líbano, onde Hezbollah enviou novamente combatentes de elite para enfrentar tropas israelenses na linha de fronteira. A ofensiva ocorre após a retirada anterior do grupo da área, em 2024, segundo três fontes libanesas familiarizadas com os deslocamentos. As forças de Hezbollah, vinculadas ao Radwan, teriam recebido ordens para se juntar ao combate e impedir avanços de tanques israelenses, com Khiyam citado como exemplo de área sob pressão.
Os relatos indicam que o lançador de foguetes e drones de Hezbollah abriu fogo na segunda-feira, marcando a entrada do grupo no conflito atual. O Hezbollah teria recuado para norte do rio Litani após o cessar-fogo mediado pelos EUA em 2024, e agora retorna à região entre o Litani e a fronteira com Israel. Não há números oficiais sobre o tamanho da mobilização.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou em discurso televisionado que o grupo enfrentaria o que descreveu como plano de ocupação e expansão de Israel, definindo a ação como defesa existencial. As informações sobre as forças de elite e o extenso combate são fornecidas por fontes que pedem anonimato pela sensibilidade do tema.
Contexto e desdobramentos
O Exército israelense realizou ataques intensos no sul do Líbano e ampliou a presença de tropas na fronteira, deslocando residentes e ordenando a retirada de áreas atingidas. Em paralelo, houve ações ofensivas com foco em posições avançadas do lado libanês, aumentando a tensão regional. O episódio se soma a uma escalada que envolve várias frentes entre Israel, Hezbollah e outras coalizões regionais.
Os acontecimentos ocorrem em meio a uma crise no Oriente Médio, com Israel atuando para conter o que descreve como ameaças à sua segurança. Enquanto isso, Hezbollah sustenta que sua participação é parte de uma defesa estratégica contra uma suposta expansão israelense. As informações são baseadas em fontes libanesas que acompanham as operações no terreno.
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