- Elie Habib, CEO da Anghami, criou o World Monitor, um painel open source para acompanhar conflitos em tempo real, a partir de várias fontes globais de dados.
- A plataforma processa mais de cem fluxos de dados simultâneos, incluindo posições de aeronaves (ADS‑B), movimentação de navios (AIS), quedas de internet e detecções via satélite.
- O sistema utiliza uma hierarquia de fontes e um algoritmo de convergência, sem intervenção humana, para sinalizar eventos com base em múltiplas evidências confiáveis.
- O tráfego explodiu durante ataques entre Estados Unidos e Irã, de modo que o público passou de 1 milhão de visitantes únicos para mais de 2 milhões em poucos dias.
- Embora tenha começado como projeto pessoal, o objetivo passou a incluir entender sinais globais e prever padrões antes que se tornem notícia, com contribuições de desenvolvedores ao redor do mundo.
Elie Habib, CEO da plataforma de streaming Anghami, criou World Monitor para mapear conflitos em tempo real, usando dados abertos de diversas fontes. O projeto começou como um desafio de fim de semana diante de notícias geopolíticas fragmentadas e ganhou escala mundial.
O sistema agrega mais de 100 fluxos de dados e gera um mapa global de tensões com camadas para aeronaves, navios, instalações nucleares, cabos submarinos e quedas de internet. A ferramenta normaliza, geolocaliza e exibe tudo em um globo WebGL com alta capacidade de exibição de marcadores.
Habib, que lidera negociações e métricas de streaming na Anghami, afirma ter desenvolvido o mapa em cerca de cinco ou seis dias de trabalho, com contribuições da comunidade. Ele ressalta que a ideia foi produzir uma visão que conecte eventos que, para o público comum, parecem distintos.
De acordo com o fundador, o World Monitor processa mais de 190 fontes, priorizando agências de notícias e canais oficiais no topo da hierarquia. Entre as fontes estão Reuters, AP, Pentagon e ONU, seguidas de grandes broadcasters como BBC e Al Jazeera.
O objetivo é eliminar a edição humana e reduzir ruídos de redes sociais. O sistema usa uma relação de fontes, um algoritmo de convergência e sinais físicos do chão para sinalizar potenciais escaladas. Um único indicativo é ruído; múltiplos sinais convergentes indicam alerta.
No uso prático, a plataforma tornou-se um monitor de risco em tempo real durante conflitos, como as ações entre EUA, Israel e Irã, que ampliaram a demanda por informações rápidas. Em dias de pico, o site chegou a registrar milhões de visitantes únicos.
Habib destaca que o público do World Monitor é diversificado, indo além de analistas e entusiastas. A experiência de usuário inclui camadas novas, alertas em Telegram e sinais de localização, além de identificação de quedas de energia e interrupções de conectividade.
O futuro do projeto, segundo o criador, é ampliar a compreensão de sinais globais e, eventualmente, detectar padrões antes que se tornem manchetes. O objetivo é evoluir de simples acompanhamento de eventos para previsão contextual de acontecimentos.
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