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Como os países europeus respondem ao ataque contra o Irã

Países europeus posicionam-se pela defesa de Chipre, prometem reforços militares, mas limitam-se a ações defensivas e mantêm distância da ofensiva contra Irã

Un grupo de hombres inspecciona las ruinas de una comisaría atacada el lunes en medio de la campaña militar estadounidense-israelí en Teherán, el martes 3 de marzo de 2026.
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  • Europa se posiciona seis dias depois do início da ofensiva contra Irã, enviando apoio defensivo a Chipre, mas deixando claro que a guerra não é sua.
  • Espanha se recusa a permitir uso de bases de Rota e Morón para ataque a Irã, mas enviará a fragata Cristóbal Colón ao Mediterrâneo oriental para apoio defensivo.
  • França autorizou o uso por parte dos Estados Unidos de uma base em Istres (base 125) para operações defensivas, reforçou a cooperação com Chipre e o Líbano, e enviou o porta-aviões Charles de Gaulle.
  • Itália afirma não estar em guerra, diz que uso de bases para ações logísticas precisaria de aprovação parlamentar e enviará ajuda militar defensiva e navios a Chipre.
  • Portugal autorizou o uso da base de Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos com condições de uso defensivo, necessário e proporcional, mantendo que não entrará no conflito.

O texto analisa a resposta de países europeus ao ataque contra o Irã, ocorrido seis dias após a ofensiva conjunto dos EUA e de Israel. A investida contra o Irã levou a Chipre a um ataque a uma base britânica, empurrando governos a se posicionarem. A maioria expressou solidariedade a Chipre e prometeu reforços defensivos, mantendo distância da ofensiva contra o Irã, considerada por muitos como fora de sua esfera de atuação.

Espanha aponta linha de não-engajamento. O presidente Pedro Sánchez afirmou firmemente que não haverá guerra e não permitirá o uso de bases espanholas em Rota e Morón para ataques a Irã. Apesar disso, o governo enviará a fragata Cristóbal Colón ao Mediterrâneo oriental, integrando operação com força naval francesa e navios gregos.

França assume papel de liderança defensiva entre os europeus. O governo autoriza o uso de uma base na França por parte de tropas americanas para fins defensivos, assegurando que caças americanos na base 125 de Istres-Le Tubé não participarão da ofensiva contra Irã. Macron enviou a fragata e o porta-aviões Charles de Gaulle, reforçando cooperação com Líbano e Grécia e defendendo manter-se fora do campo de ações que ultrapassem o direito internacional.

Itália divulga cautela e apoio logístico. A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que o país não está em guerra e não deseja entrar nela, ressaltando que, se houver pedido de uso de bases italianas, isso depende do Parlamento e seria orientado para logística, não para ações bélicas. Também confirmou envio de ajuda defensiva e de navios a Chipre.

Portugal mantém posição de não envolvimento direto. O governo autorizou, sob condições, o uso da base de Lajes pelos EUA apenas para fins defensivos, com necessidade e proporcionalidade, sem participação em ações de combate. Portugal informou que não havia sido previamente comunicado sobre a intervenção militar.

Reino Unido reforça capacidade aérea e cooperação com EUA. O premiê Keir Starmer enviou quatro caças Typhoon para operações em Qatar e helicópteros antidrones Wildcat para Chipre. O governo autorizou o uso de suas bases pelo Exército dos EUA apenas para fins defensivos, em alinhamento com interesses regionais de segurança.

Grécia segue aumentando a defesa de Chipre. Em resposta ao ataque, Atenas deslocou caças F-16, fragatas e instalou um sistema Patriot em Karpathos, fortalecendo a posição de defesa no Mediterrâneo oriental.

Alemanha mantém cautela militar. Após reunião com o presidente dos EUA, o chanceler Friedrich Merz apoiou ataques de EUA e Israel contra o Irã, mas descartou participação militar alemã na ofensiva.

Ucrânia oferta apoio técnico a países atacados. Mesmo em meio à sua guerra, Kiev informou que enviará especialistas antidrones a nações sob ataque iraniano, citando pedidos de cooperação por experiência no combate a drones Shahed 131/136.

Países do bloco também comentam impactos. Bélgica e Países Baixos reconhecem o ataque, mas expressam preocupação com consequências. Áustria celebra a abertura de espaço cívico para cidadãos iranianos, mas ressalta necessidade de encerrar o ciclo de violência. Hungria e Luxemburgo mencionam efeitos sobre preços de energia. Finlândia critica ações dos EUA fora da legalidade internacional.

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