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Conflito com Irã reacende alegação antiga de plano contra Trump nos EUA

Em Brooklyn, paquistanês afirma ter laços com a Guarda Revolucionária ao justificar plano de assassinar Trump; caso reacende controvérsia internacional

Fotografía de Asif Merchant proporcionada por el Departamento de Justicia de EE UU.
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  • O paquistanês Asif Merchant, acusado de planejar assassinar Donald Trump em 2024, é julgado em Brooklyn e afirmou ter laços familiares com a Guarda Revolucionária Iraniana.
  • Segundo a acusação, Merchant pagou US$ 5.000 a sicários e tentou contratar agentes disfarçados do FBI, com o esquema desenhado em uma folha de papel de hotel.
  • A defesa sustenta que o caso ganhou relevância por vínculos de Merchant com o Irã e pela atual situação de tensão no Oriente Médio, apesar de o plano ser visto como pouco estruturado.
  • Merchant afirma ser inocente; a procuradoria mostrou gravações de interações com agentes do FBI e com um conhecido que o denunciou.
  • O arresto ocorreu em julho de 2024, pouco antes de um ataque a Trump em Butler, Pensilvânia, que as autoridades atribuíram a uma pista de Irã.

O caso envolve Asif Merchant, paquistanês que, em 2024, teria pago 5.000 dólares a supostos sicários para tentar assassinar Donald Trump durante a campanha presidencial dos EUA. O Tribunal federal de Brooklyn, em Nova York, julga Merchant por terrorismo e por supostamente planejar ataques contra cargos públicos americanos. Merchants afirma possuir vínculos familiares com a Guarda Revolucionária Iraniana, informação apresentada ao tribunal pelos advogados e reconhecida pela defesa do processo.

Segundo as investigações, Merchant buscou detalhes sobre os locais de comícios de Trump na internet e configurou um esquema de atentado durante a campanha de 2024. A acusação aponta que ele contou com a participação de um informante do FBI que, na visão da justiça, atuou como cúmplice disfarçado. O objetivo alegado era atingir o então candidato presidencial, conforme consta na acusação apresentada pelas autoridades.

Merchant sustenta inocência e nega ter executado qualquer plano viável. O julgamento ocorre em meio a um contexto de tensões entre os Estados Unidos e Irã, que ganhou projeção com a denominada operação de combate ao terrorismo. Dados de perícia e entrevistas com testemunhas compõem o material apresentado, incluindo conteúdos de um portátil apreendido pela investigação.

A defesa de Merchant destacou inconsistências em algumas provas, especialmente a forma como certas informações foram obtidas e registradas. Em termos legais, o réu pode enfrentar pena máxima de prisão perpétua caso seja condenado por terrorismo e por tentativas de danos a autoridades públicas. As autoridades, por sua vez, reforçam a gravidade do caso, associando o suposto plano a operações de inteligência iraniana.

Contexto e desdobramentos

O juiz do caso, Eric Komitee, apontou que o julgamento ocorre em um momento de relevância internacional. Relatórios de autoridades indicaram que Merchant manteve contatos com um primo ligado à inteligência iraniana, que, conforme a acusação, lhe forneceu recursos para contratar os supostos pistoleiros, na visão do Ministério Público.

Mercado de provas inclui fotografias de Trump e de Joe Biden em comícios, bem como registros de navegação na web. A defesa argumenta que parte do material é insuficiente para demonstrar que houve intenção de realizar o ataque ou que Merchant possuía capacidades para executá-lo. A investigação também acompanha a possível conexão entre Merchant, familiares no Irã e atividades de cooperação com serviços de inteligência.

O caso remonta a 2024, quando Merchant foi detido no Texas durante a preparação para retornar ao Paquistão. Na época, houve reportagens sobre um ataque frustrado em Pennsylvania que, segundo autoridades, teria relação com Irã, alegação que Teerã classificou como infundada. O desenvolvimento recente no tribunal reacende o debate sobre possíveis ameaças contra figuras públicas durante períodos eleitorais.

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