- Israel atropelou a decisão de eliminar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em novembro, com a previsão de executar a operação cerca de seis meses depois, segundo o ministro da Defesa, Israel Katz.
- O plano apontava para meados de 2026 e foi compartilhado com os Estados Unidos, sendo adiantado em janeiro após protestos no Irã.
- A informação vem no contexto da ofensiva aérea conjunta entre EUA e Israel, que começou no sábado e marcou o primeiro assassinato de um líder de um país por bombardeio.
- A ofensiva, que entra na segunda metade da primeira semana, teve ataques iranianos a Israel, ao Golfo e ao Iraque, e respostas de Israel contra aliados do Irã, como o Hezbollah no Líbano.
- Israel afirma que o objetivo é eliminar o que vê como ameaça existencial representada pelo programa nuclear iraniano e pelo projeto de mísseis balísticos, além de buscar mudança de regime.
Israel planejou eliminar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em novembro e pretendia realizar a operação cerca de seis meses depois, segundo o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. A afirmação foi feita na quinta-feira à emissora N12.
Khamenei foi supostamente alvo na primeira hora da ofensiva aérea conjunta EUA-Israel, que marcou o início da atual campanha e resultou na morte dos líderes de várias partes. A operação aérea, que já dura quase uma semana, envolve ataques a alvos no Irã e no território vizinho, com retaliações de Irã, ataques a Israel, ao Golfo e ao Iraque.
Segundo Katz, o plano foi compartilhado com Washington e foi adiantado em janeiro, após protestos no Irã, quando havia a preocupação de que o regime clerical pudesse atacar Israel e ativos dos EUA no Oriente Médio. O objetivo declarado de Israel é neutralizar o que considera ameaça existencial representada pelo programa nuclear iraniano e pelo projeto de mísseis balísticos, buscando, segundo o ministro, uma mudança de regime no Irã. O Irã, por sua vez, não mostrou sinais de ceder ao poder.
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