- Duas edificações Bauhaus na área da UNESCO conhecida como White City, em Tel Aviv, foram atingidas por mísseis iranianos; uma mulher morreu e vinte pessoas ficaram feridas.
- O Centro Bauhaus, que abriga galerias e acervo, ficou parcialmente destruído, assim como um prédio de apartamentos próximo.
- O Habima, Teatro Nacional de Israel, teve a fachada de vidro danificada no mesmo ataque, em vinte e oito de fevereiro.
- Museus e espaços culturais suspenderam atividades e retiraram parte de seus acervos para abrigos, entre eles o Israel Museum.
- Organizações internacionais, incluindo a Unesco e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, condenaram os ataques; a ofensiva já resultou em mais de mil cento e um civis mortos, segundo fontes citadas.
Duas obras do conjunto Bauhaus na Cidade Branca, em Tel Aviv, foram atingidas por mísseis iranianos, provocando destruição parcial de um centro cultural e de um bloco habitacional nas proximidades. O ataque ocorreu no sábado, 28 de fevereiro, durante ações de retaliação na região.
O Bauhaus Center, que abriga galerias e uma coleção permanente ligada ao patrimônio da área, ficou parcialmente danificado. A explosão também atingiu um prédio residencial vizinho, elevando o saldo de vítimas com uma morte e 20 feridos.
A região de The White City, inscrita pela UNESCO como Patrimônio Mundial desde 2003, abriga dezenas de edifícios em estilo International Style que moldaram o desenho urbano de Tel Aviv. A UNESCO descreve o traço moderno da área como expressão de tendências europeias adaptadas ao clima e à cultura local.
Além das Bauhaus, a fachada de vidro do Habima, Teatro Nacional de Israel, também sofreu danos com os ataques. Instituições culturais da cidade foram orientadas a evacuar obras para abrigos antiaéreos, conforme diretrizes de defesa civil.
O movimento de preservação cultural comenta o impacto. Micha Gross, diretor do Bauhaus Center, afirma que o setor vive um período difícil, com a maioria das instituições fechadas. Autores locais destacam a vulnerabilidade do patrimônio diante do conflito.
Outras instituições, como o Museu de Israel, divulgaram ações de proteção de acervos. Em comunicado, o museu informou ter transferido obras para locais protegidos seguindo orientações de segurança, com a expectativa de retornar à normalidade assim que possível.
Instituições de fora do país também relatam esforços para preservar arte e história. O Islamic Art Museum, em Jerusalém, evacuou peças importantes, incluindo a Coleção Harari Hoard, considerada uma das mais relevantes do mundo islâmico. O museu manterá as portas fechadas até novo aviso.
Especialistas lembram que o dano cultural transcende fronteiras. Em declarações passadas, Emek Shaveh destacou o papel da memória compartilhada entre comunidades judaica, muçulmana e cristã, ressaltando que o conflito afeta o patrimônio comum.
Dados oficiais atuais indicam vítimas civis e impactos humanos significativos na região, com dezenas de feridos e comunitários buscando abrigo em meio ao conflito em curso. A situação continua em andamento e suscita respostas de organizações internacionais.
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