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Etiqueta de sustentabilidade do krill antártico é questionada

ASOC contesta recertificação da pesca de krill na Antártica, apontando riscos à cadeia alimentar e ao ecossistema sensível, mesmo com o rótulo MSC

A colony of gentoo penguins (Pygoscelis papua) near the Antarctic Peninsula. Image courtesy of Rob Oo via Wikimedia (CC BY 3.0).
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  • A Marine Stewardship Council divulgou um rascunho de recertificação para a pesca de krill na Antártica pela Aker QRILL, permitindo o uso do rótulo MSC nos produtos.
  • A Antarctic and Southern Ocean Coalition (ASOC) — grupo de defesa dos EUA — apresentou objeção formal, citando riscos de sobrepesca de um recurso crucial em um ecossistema sensível.
  • O krill é base da cadeia alimentar na região, o que torna a gestão do recurso especialmente importante para várias espécies.
  • Nos últimos dois anos, a pesca ficou mais localizada perto da ponta da península Antártica, após uma medida de preservação expirada, aumentando a concentração de captura naquela área.
  • Com a objeção, a certificação será reavaliada por avaliadores independentes para verificar se a pesca atende aos padrões de sustentabilidade do MSC.

O Conselho de Certificação de Pesca Sustentável (MSC) publicou recentemente um rascunho do quarto recertificação da pesca de krill na Antártica pela Aker QRILL Company. A certificação permitiria que a empresa appusesse o rótulo MSC em seus produtos, indicando pesca sustentável e bem gerida. A ASOC, coalizão de defesa ambiental com sede nos EUA, apresentou uma objeção formal ao parecer.

Segundo o MSC, a avaliação inicial foi realizada por avaliadores especialistas e por entidades de conformidade. Com a objeção, o processo será reanalisado por um painel independente para verificar se a prática pesqueira atende aos padrões de sustentabilidade da organização.

ASOC afirma que a extração de krill, recurso-chave da cadeia alimentar antártica, pode afetar várias espécies que dependem dele, incluindo baleias, aves marinhas e pinguins. A organização destaca que a localização das atividades pesqueiras tem se intensificado na Península Antártica, região com alta concentração de krill.

Holly Parker Curry, diretora de campanhas de áreas marinhas da ASOC, explicou que o krill ocupa posição central na teia alimentar: tudo o que vive na região consome krill direta ou indiretamente. A associação ressalta que a gestão adequada não se resume apenas ao volume capturado, mas também ao local da pesca.

A certificação, se mantida, envolveria a limitação de capturas e o monitoramento de impactos ecológicos, especialmente diante de mudanças climáticas que reduzem a disponibilidade de gelo marinho e afetam o ciclo de vida do krill. A ASOC aponta que o declínio do krill pressiona espécies que enfrentam estresse adicional.

MSC afirmou por meio de e-mail que reconhece a sensibilidade do ecossistema antártico e o papel do krill como espécie-chave. Com a objeção formal, a avaliação será reexaminada por auditores independentes para confirmar o atendimento aos critérios de sustentabilidade.

A controvérsia envolve não apenas números, mas também a localização geográfica das operações e suas implicações para a fauna local. A decisão final sobre a recertificação deve refletir evidências verificáveis apresentadas durante o novo escrutínio.

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