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Meloni rompe silêncio sobre ataque ao Irã: não estamos em guerra

Meloni quebra silêncio sobre ataque a Irã: Itália afirma não estar em guerra e condiciona uso de bases americanas ao Parlamento; envia defesa aérea ao Golfo

Giorgia Meloni, durante un acto en Roma el miércoles.
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  • Giorgia Meloni rompeu cinco dias de silêncio sobre o ataque a Irã e afirmou que a Itália não está em guerra nem pretende entrar nela.
  • Ela disse que os Estados Unidos ainda não pediram o uso de bases italianas e que, se houver, a decisão passa pelo Parlamento; o uso seria apenas logístico, não de guerra.
  • A Itália planeja enviar ajuda militar defensiva aos países do Golfo para reforçar a defesa antibalística, além de enviar navios para Chipre.
  • Estima-se que cerca de 100 mil italianos estejam na região do Oriente Médio, entre turistas e residentes; aproximadamente 10 mil já foram repatriados.
  • O governo também mantém responsabilidades com base nos acordos bilaterais com os EUA, e o ministro da Defesa, Guido Crosetto, reconheceu a violação do direito internacional por não terem sido avisados previamente.

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni voltou a falar após cinco dias de silêncio sobre o ataque conjunto dos EUA e de Israel contra Irã. Em entrevista a rádio, ela afirmou que a Itália não está em guerra nem pretende entrar nela. O governo reforçou que a Itália pode oferecer apoio logístico, desde que haja aprovação parlamentar.

O episódio evidenciou o peso relativo de Roma na relação entre União Europeia e Washington. O ministro da Defesa, Guido Crosetto, ficou em Dubai no fim de semana, sem escolta informada, e retornou a território italiano pagando seu bilhete. Segundo fontes oficiais, não houve aviso prévio do governo italiano sobre a operação.

Envolvidos e consequências

Meloni explicou que os EUA ainda não requisitaram o uso de bases italianas, que abrigam cerca de 34 mil militares em oito instalações. Caso haja pedido, a autorização passa pelo Parlamento e seria restrita a apoio logístico, não a ações de guerra. A premiê sinalizou que a decisão respeita acordos bilaterais vigentes.

O governo já sinalizou envio de ajuda militar aos países do Golfo para reforçar defesa antiaérea, citando o exemplo de Reino Unido, França e Alemanha. Também está nos planos enviar navios a Chipre; rumores apontam a fragata italiana entre as unidades previstas.

Número de italianos no Oriente Médio e próximos passos

Dados do Ministério das Relações Exteriores indicam cerca de 100 mil italianos no Oriente Médio, entre turistas e residentes, com aproximadamente 10 mil já repatriados. Em resposta ao conflito, o Parlamento italiano deve votar uma resolução que apoie a linha do Executivo, após as intervenções de Crosetto e Tajani (Relações Exteriores) na sessão prevista.

Crosetto afirmou que Itália enviará equipes defensivas, de defesa aérea, antidrones e antimisiles para reforçar aliados na região. Entre os equipamentos, mencionou o sistema Samp-T com mísseis Aster 30, com possibilidade de envio a Kuwait ou aos Emirados Árabes Unidos a partir de Mantua. A posição de Tajani sustenta a percepção de que o Irã já apresentava riscos à paz regional.

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