- Mark Rutte justifica a ofensiva contra Irã, afirmando que o país estava perto de obter capacidade nuclear e de mísseis, o que ameaçaria Europa.
- Segundo ele, os aliados apoiam, em grande parte, a operação liderada pelos Estados Unidos, apesar de críticas de alguns membros da OTAN.
- Rutte disse que a OTAN não está envolvida diretamente na guerra contra Irã, mas que a contribuição europeia foi importante para a operação.
- O incidente em Turquia, com derribamento de um míssil, foi considerado grave, e não há previsão de ativação do artigo cinco da aliança.
- O secretário-geral elogiou a atuação da Espanha na OTAN, destacando presença de tropas e apoio com o sistema Patriot.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra a Iran foi justificada por estarem perto de adquirir capacidade nuclear e de mísseis. Ele disse que isso representaria uma ameaça não apenas para Oriente Médio e Israel, mas também para a Europa. A declaração foi concedida em entrevista à Reuters.
Horas depois, Rutte reiterou, em entrevista à Newsmax, que os aliados apoiam amplamente as ações do presidente dos EUA e que a OTAN contribuiu com medidas que visam eliminar a capacidade nuclear iraniana. A posição contrasta com críticas de alguns membros europeus, entre eles Espanha, França e Bélgica.
Rutte afirmou ainda que a OTAN não está envolvida na guerra contra o Irã, que se estende pelo Golfo e afeta mercados e o deslocamento de civis. Mesmo assim, ele ressaltou a importância da participação europeia para a operação, destacando o papel de aliados na logística e projeção de poder.
Contexto estratégico
O líder holandês destacou que a OTAN funciona como base de apoio para os EUA, o que facilita a campanha contra o Irã. Segundo ele, sem a cooperação europeia, seria mais difícil sustentar a ofensiva.
Rutte também mencionou que o fortalecimento da aliança é visível, especialmente após incidentes recentes na região. Em particular, ele citou uma intervenção de defesa antimíssil cooperativa que envolve tropas de vários países, incluindo a Turquia.
Incidente na Turquia e posição iraniana
O Estado-Maior Iraniano negou ter disparado misseis contra território turco. O governo iraniano afirmou respeitar a soberania da Turquia, descrita como aliada. Não houve confirmação oficial de ataque iraniano ao território turco pelos canais ocidentais.
Rutte disse que o episódio reforça a necessidade de manter vigilância elevada da OTAN. Ele informou que, apesar de o artigo 5 da aliança não ter sido acionado, os adversários perceberam a força da OTAN e o endurecimento das defesas na região.
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