- Países do Golfo disseram a autoridades da UE que temem risco de guerra civil no Irã devido ao conflito com os Estados Unidos e Israel, segundo a chefe de política externa da UE, Kaja Kallas.
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- A UE pretende avançar com uma solução diplomática para encerrar o ciclo de escaladas, ressaltando a importância de espaço para a diplomacia.
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- Há preocupação com a segurança marítima na região e com manter aberto o estreito de Hormuz; impactos no fornecimento de petróleo à UE são considerados limitados.
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- A escalada também envolve uma disputa entre Estados Unidos e Espanha, com Washington ameaçando cortar comércio por uso de bases espanholas na ofensiva contra Teerã; Madrid afirmou que houve cooperação, mas negou o acordo.
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- Kallas comentou que espera que Washington respeite o acordo comercial com a UE que se aplica a todos os membros.
A União Europeia informou que países do Golfo e do Oriente Médio expressaram preocupação com o risco de guerra civil no Irã, em decorrência do conflito com os Estados Unidos e Israel. A declaração foi feita pela chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, nesta quinta-feira.
Kallas afirmou que, em conversas com autoridades da região, há apreensão sobre desdobramentos internos no Irã e sobre a liderança do regime. A UE busca uma solução diplomática para interromper o ciclo de escaladas.
Ela destacou ainda que a segurança marítima é uma preocupação extrema, com a necessidade de manter abertas rotas como o estreito de Hormuz. O bloco afirmou que não depende de petróleo da região para o consumo europeu, o que reduz impactos de curto prazo.
Contexto regional e diplomacia
A chefe da diplomacia da UE disse que a diplomacia é essencial para encerrar conflitos. O objetivo é evitar que tensões se agravem e buscar espaço para negociações entre as partes envolvidas.
A UE acompanha a situação com atenção às implicações para a estabilidade regional, incluindo operações no âmbito de cooperação com o Conselho de Cooperação do Golfo. A prioridade é manter canais de diálogo abertos.
Disputa entre EUA e Espanha
A administração norte‑americana sinalizou potencial corte de comércio com a Espanha, caso Madrid não autorize uso de bases conjuntas para ações contra o Irã. Madrid negou a cooperação em relação a ataques aéreos.
Kallas disse esperar que Washington respeite o acordo comercial firmado no ano anterior, que envolve todos os Estados-membros da UE. O tema é visto como parte das tensões regionais, sem relação direta com o diálogo diplomático da UE.
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