- A Câmara dos representantes da Somália aprovou mudança constitucional para estender o mandato de deputados e do presidente.
- O novo mandato passa de quatro para cinco anos.
- As eleições previstas foram adiadas em um ano, segundo o acordo entre o presidente e a Casa.
- 222 parlamentares, de 329, votaram por aclamação para alterar a lei.
- A oposição rejeitou a emenda e mantém a cobrança de realizar as eleições em maio, conforme combinado anteriormente.
O parlamento da Somália aprovou uma mudança constitucional para ampliar o mandato de deputados, do presidente e do Parlamento, atrasando as eleições em um ano. A decisão foi anunciada pelo presidente e pelo porta-voz do Legislativo, em Mogadíscio, nesta quarta-feira.
Segundo a emenda, o mandato passa de quatro para cinco anos, para deputados e para o presidente, mantendo a eleição indireta para o cargo presidencial. O voto ocorreu por aclamação, com 222 parlamentares dos 329 membros presentes, segundo relatos oficiais.
O acordo de agosto do ano passado entre o presidente Hassan Sheikh Mohamud e parte da oposição previa eleições diretas apenas para deputados em 2026, com o presidente escolhido pelo parlamento. A emenda foi recebida com resistência de líderes oposicionistas.
Reação da oposição
Líderes oposicionistas, incluindo ex-presidentes e ex-primeiros-ministros, rejeitaram a mudança e reiteraram a expectativa de eleições em maio, conforme planejado. A oposição critica a extensão de mandatos e a postergação do pleito.
A presença de forças de paz da União Africana não eliminou o controle de áreas rurais pelo grupo extremista Al Shabaab, que mantém capacidade de realizar ataques ocasionais. O país continua a enfrentar conflitos e disputas clanistas desde a queda do regime em 1991.
Autoridades destacaram que a mudança visa encerrar um processo constitucional prolongado. Ainda não está claro como o calendário eleitoral será ajustado, nem quais mecanismos serão usados para a transição, caso haja alterações futuras.
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