- Trump afirmou que seu governo tomará em breve medidas para reduzir a pressão sobre o petróleo, em meio à alta de preços provocada pela guerra entre EUA, Israel e Irã.
- O Brent subiu 4,9% e o WTI avançou 8,5% nesta quinta-feira, com o tráfego pelo Estreito de Ormuz fortemente afetado.
- Os preços médios da gasolina nos Estados Unidos aumentaram cerca de nove por cento na última semana.
- Entre as medidas anunciadas, Trump mencionou um seguro de risco político para petroleiros que atravessam o Golfo e indicou que, se necessário, a Marinha dos Estados Unidos pode escoltar navios pelo Estreito de Ormuz.
- O contexto envolve ataques iranianos a aliados dos EUA no Golfo após a ofensiva americana e israelense contra o Irã, que também resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira 5 que o governo tomará em breve medidas para reduzir a pressão sobre o petróleo, após a alta de preços provocada pela guerra entre EUA e Israel contra o Irã. A informação foi dada em um evento na Casa Branca.
Trump disse que já foram tomadas medidas decisivas, como oferecer um seguro de risco político para petroleiros que transitam pelo Golfo. Ele citou ainda a possibilidade de a Marinha dos EUA escoltar navios pelo Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo cru e do gás natural liquefeito mundial, sofreu impactos significativos e elevou os preços do petróleo mundialmente. O Brent subiu quase 5% e o WTI, 8,5% nesta quinta-feira.
Os preços da gasolina nos EUA também subiram, com alta de aproximadamente 9% na última semana, segundo a AAA. Em meio ao cenário, Trump ressaltou que o petróleo já apresenta sinais de estabilização.
Medidas e contexto
Na terça-feira, o governo ordenou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA fornecesse seguro de risco político para o comércio marítimo no Golfo. O presidente indicou que, se necessário, a Marinha pode atuar para escoltar petroleiros.
A escalada envolve ataques iranianos a aliados dos EUA no Golfo, em retaliação à ofensiva liderada por Washington e Tel Aviv. A guerra já provocou turbulência nos mercados e incerteza sobre o abastecimento.
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