- Durante as Dos Sessões, representantes chineses reconhecem a preocupação com a escalada no Oriente Médio, acompanhando de perto os acontecimentos.
- Deputados afirmam que o ataque a Irã pode impactar a estabilidade global e, indiretamente, o crescimento da China.
- Há alertas sobre possíveis efeitos negativos na cadeia de suprimentos e nas exportações chinesas, dependendo da evolução do conflito.
- Alguns participantes destacam a importância de manter canais de comunicação com os Estados Unidos, mesmo com a tensão, para evitar prejuízos econômicos.
- A sessão é marcada por recusa de várias pessoas em comentar, com a imprensa buscando entender o humor político e as prioridades internas.
O ataque dos EUA e de Israel contra o Irã domina as conversas nos corredores da Assembleia Popular Nacional (APN) de China, durante as Dos Sesiones em Pequim. O tema surge em meio ao tradicional compasso de reformas domésticas e ao esforço de China em se apresentar como referência de estabilidade internacional. Delegados e assessores avaliam impactos da escalada no Oriente Médio sobre a China.
Entre os participantes, o debate envolve mais de 2 mil membros da Conferência Consultiva e representantes da APN. Hong Kong aparece entre os interlocutores, com avaliações sobre repercussões para cadeias de suprimentos, exportações e a economia. A atmosfera no Gran Salón del Pueblo é de preocupação com a volatilidade global e seus reflexos internos.
As sessões ocorrem nesta semana, com a abertura anunciada para 5 de março. Locais próximos e corredores entre o salón recebem perguntas diretas sobre o estado das relações sino-americanas, comércio e possíveis visitas diplomáticas, como a aguardada reunião entre Xi Jinping e lideranças dos EUA. A pauta econômica permanece no centro das discussões.
Ao longo do encontro, deputados e assessores destacam que o país busca manter o crescimento e a paz, conforme a linha oficial. Análises locais também apontam o risco de interrupções na cadeia de suprimentos e impactos nas exportações em meio ao agravamento de tensões geopolíticas. O tema norteia boa parte das falas.
Alguns participantes enfatizam avanços diplomáticos recentes entre China e Estados Unidos, especialmente em negociações comerciais e arancelárias que devem ocorrer em breve. Outros, porém, destacam que a situação atual adiciona incerteza aos planos de encontros de alto nível entre os dois países.
Entre os depoentes, há perspectivas variadas sobre o futuro da relação Beijing-Washington. Um grupo defende que China e EUA não podem prescindir de diálogo, enquanto outro aponta que o cenário atual dificulta determinados encontros diplomáticos. A maioria, no entanto, sinaliza a necessidade de impressões coordenadas para evitar maiores impactos econômicos.
Os debates contam com o testemunho de representantes de diferentes regiões, incluindo Cantão, Shandong e Chongqing. A economia e a cooperação internacional aparecem como pontos-chave, com ênfase na postura pacífica de China, mesmo diante de tensões externas. A cobertura também registra o clima profissional e contido dos participantes.
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