- O conflito entre Paquistão e Afeganistão, que começou na semana, já deslocou mais de 115.000 pessoas na maioria afegãs e 3.000 no Paquistão, segundo a ONU.
- Tropas de ambos os lados trocaram fogo em dezenas de pontos da fronteira, com ações aéreas paquistanesas contra alvos no Afeganistão e ataques de tropas afegãs a bases militares paquistanesas.
- O Afeganistão afirma que forças talibãs combateram instalações militares paquistanesas e derrubaram um drone; o Paquistão diz ter realizado operações terrestres e aéreas contra alvos militantes.
- Em Cabul, moradores protestaram contra os ataques paquistaneses; famílias de fronteira relatam fuga de parentes durante o Ramadã.
- Não há negociações em curso para encerrar o conflito; a ONU cita números de civis mortos e feridos, e o Paquistão contesta as contas sobre danos e vítimas.
A troca de tiros entre tropas paquistanesas e afegãs ocorreu em dezenas de pontos ao longo da fronteira entre os dois países na sexta-feira,à margem de um conflito de uma semana que já deslocou mais de 100 mil pessoas, segundo a ONU. A escalada envolve ataques a instalações militares e ataques aéreos na região.
A ONU informou que cerca de 115 mil pessoas fugiram no Afeganistão e 3 mil cidadãos no Paquistão desde o início do confronto. Autoridades afegãs disseram que bases do Taliban foram atingidas, com destruição de postos e queda de um drone. Paquistaneses afirmam ter atuado contra alvos militares, inclusive em Kandahar.
O conflito começou na semana passada, após ataques aéreos do Paquistão dentro do Afeganistão, mirados a supostos militantes. Kabul classificou as ações como violação de soberania e anunciou retaliação. Islamabad afirma que combate militantes e protege seus cidadãos.
Deslocamentos e tensões
Protestos em Kabul e em outras cidades ocorreram após os ataques, com manifestantes condenando ações paquistanesas. Relatos de moradores indicam heavy shelling após o pôr do sol, afetando famílias que já estavam em jejum durante oRamadan.
O UnHCR reiterou que a situação permanece tensa na fronteira, com movimentos de população contínuos. Diversos países tentam mediar um cessar-fogo, mas não houve avanço significativo até o momento.
Autoridades paquistanesas afirmam que não há negociações em curso para encerrar o conflito, destacando a responsabilidade de Kabul em conter militantes. O Taliban, por sua vez, negou cooperação com ataques que atingem o Paquistão.
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