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EUA pressionam Sri Lanka a não repatriar tripulação iraniana após naufrágio

EUA pressionam Sri Lanka a não repatriar tripulantes iranianos e sobreviventes do navio afundado, segundo memorando do Departamento de Estado

Sri Lanka Navy personnel assist Iranian sailors during a rescue operation after responding to a distress call from their vessel, the Iranian military ship, IRIS Dena, while at sea within Sri Lanka’s maritime search and rescue region, in Indian Ocean, Sri Lanka, March 4, 2026. Sri Lanka Navy/Handout via REUTERS
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  • Os Estados Unidos pressionam o governo Sri Lanka para não repatriar os sobreviventes do navio iraniano IRIS Dena nem a tripulação do segundo navio, o IRIS Booshehr, mantido sob custódia no país.
  • O IRIS Dena foi afundado por um submarino dos EUA no oceano Índico, a cerca de 19 milhas náuticas de Galle, sul do Sri Lanka, deixando dezenas de mortos.
  • Na quinta-feira, Sri Lanka iniciou a descarregação de 208 membros da tripulação do IRIS Booshehr, que ficou encalhado na zona econômica exclusiva do país, fora de suas fronteiras marítimas.
  • O presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, disse ter responsabilidade humanitária de acolher a tripulação, enquanto o governo americano orienta evitar repatriação para a Iran.
  • O cable diplomático do Departamento de Estado, datado de seis de março, também afirma que não há planos de repatriação dos tripulantes para o Irã e que autoridades sri-lanquesas devem minimizar uso político dos detidos.

O governo dos Estados Unidos pressionou a Sri Lanka para não repatriar os sobreviventes do navio iraniano Dena, que foi afundado por uma embarcação norte-americana nesta semana. O envio também busca impedir que a tripulação do segundo navio iraniano, o Booshehr, retorne ao Irã, conforme um cabo interno do Departamento de Estado visto pela Reuters.

A operação ocorreu após o submarino dos EUA afundar o Dena, a cerca de 19 milhas náuticas da cidade portuária de Galle, no oceano Índico, na quarta-feira. O incidente deixou dezenas de pessoas mortas e ampliou a atuação dos EUA na região.

Detalhes do caso e envolvidos

Na quinta-feira, Colombo começou a retirar 208 membros da tripulação do Booshehr, que ficou encalhado na zona econômica exclusiva, fora de sua fronteira marítima, segundo autoridades locais.

O presidente de Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, afirmou que o país tem responsabilidade humanitária de acolher parte da tripulação. O governo jord passou a dizer que a repatriação não é tema simples, mas que medidas estão sendo avaliadas com cautela.

Situação diplomática e repatriação

O cabo do Departamento de Estado, datado de 6 de março, afirma que Jayne Howell, chefe de missão na embaixada de Colombo, informou que nem a tripulação do Booshehr nem os 32 sobreviventes do Dena deveriam retornar ao Irã.

Segundo o documento, as autoridades sri-lanquesas devem reduzir tentativas iranianas de usar detidos para propaganda. Não houve resposta imediata do governo dos EUA, nem de representantes de Colombo para comentar.

A comunicação também disse que não há planos de repatriação da tripulação iraniana ao Irã. Howell informou o embaixador de Israel na Índia e em Sri Lanka sobre a ausência de acordo nesse sentido.

Contexto adicional e próximos passos

Na quarta-feira, o vice-ministro da saúde de Sri Lanka informou que Teerã pediu auxílio para repatriar corpos dos tripulantes mortos no Dena, sem prazo definido. O Dena participava de exercícios navais promovidos pela Índia no Golfo de Bengala.

Um funcionário americano, que pediu anonimato, disse a Reuters que o Dena estava armado ao ser atingido e que não houve aviso prévio ao lançar o ataque. A embarcação estava a caminho do Irã.

Sri Lanka afirma manter Booshehr sob custódia durante a duração do conflito. A frota do país encaminhou parte da tripulação para um acampamento naval próximo a Colombo.

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