- O Partido Rastriya Swatantra (PRS), criado há apenas quatro anos e liderado pelo ex-rapper Balendra Shah, 35 anos, avança para uma vitória histórica nas eleições do Nepal.
- Às 15h15 locais, o PRS liderava em 97 circunscrições, com margem ampla, indicando possibilidade de maioria absoluta e a derrota da velha guarda.
- As eleições foram realizadas na quinta-feira; o Parlamento possui 275 cadeiras (165 por maioria simples em circunscrições e 110 por representação proporcional), sendo necessário 138 para governar sozinho.
- Até a tarde de sexta-feira, apenas duas cadeiras haviam sido oficializadas: Katmandu-1 para o PRS e Mustang-1 para o Congresso Nepali; o resultado oficial deve sair no fim de semana.
- O pleito reflete o descontentamento da geração Z e aponta para o enfraquecimento dos partidos tradicionais, com Shah ganhando em Jhapa-5 e derrotando o ex-primeiro-ministro Khagda Prasad Sharma Oli.
O Partido Rastriya Swatantra (PRS), liderado pelo ex-rapero Balendra Shah, avança para uma vitória histórica nas eleições parlamentares do Nepal. Shah, de 35 anos, já governou Kathmandu como prefeito e lidera uma legenda formadas há apenas quatro anos.
Às 15h15, horário local, o PRS liderava a contagem em 97 distritos, com folga expressiva. A expectativa é de que o partido alcance a maioria absoluta no Parlamento de 275 cadeiras.
As eleições ocorreram na quinta-feira. O Parlamento tem 275 assentos: 165 por maioria simples e 110 por votação proporcional. Ainda não há resultado final oficial; a apuração segue ao longo do fim de semana.
Resultados oficiais parciais até a tarde de sexta-feira indicaram apenas duas cadeiras confirmadas: Kathmandu-1 (PRS) e Mustang-1 (Congresso Nepali). O escrutínio continua, com divulgação prevista para o fim de semana.
A votação surge num contexto de descontentamento da Geração Z, que pressionou a queda do governo anterior. Protestos em 2025 levaram à renúncia do ex-primeiro-ministro Khagda Prasad Sharma Oli.
Desempenho em Jhapa-5, região fronteiriça com a Índia, sugere queda dos partidos tradicionais. Shah, com apoio de jovens, intensifica a disputa contra Oli, líder do CPN-UML. O Congresso Nepali também aparece com força em algumas redes de distritos.
Analistas ouvidos pela imprensa destacam cenários de vitória do PRS. A tendência parece indicar vantagem significativa em grande parte das circunscrições. A apuração aponta para uma mudança no mapa político nepali.
O resultado esperado pode representar um ponto de inflexão para o Nepal, país de 30 milhões. O voto ocorre em meio a questões de estabilidade, economia e desemprego juvenil, agravadas por casos de corrupção.
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