- A pesquisa mensal da Taxpayers’ Union-Curia aponta queda do apoio ao Partido Nacional para 28,4%, a menor posição desde final de 2021.
- O primeiro-ministro Christopher Luxon não é mais o líder preferido dos eleitores, com aprovação dele em 21%.
- A coalizão, no poder desde 2023, vem perdendo popularidade em meio a economia fraca e desemprego mais alto, abrindo espaço para o Labour.
- Labour sobe para 34,4%; Greens têm 10,5% e Te Pāti Māori, 3,2%, o que, segundo a pesquisa, daria 61 cadeiras, suficiente para um governo de centro‑esquerda.
- Luxon afirmou que não vai renunciar antes das eleições gerais de 7 de novembro de 2026; Hipkins avança para 22,7% como líder preferido.
A popularidade do Partido Nacional (National) da Nova Zelândia caiu para o nível mais baixo em mais de quatro anos, e o primeiro-ministro Christopher Luxon não é mais o líder preferido, conforme pesquisa divulgada na sexta-feira. A pesquisa mensal da Taxpayers’ Union-Curia apontou queda de 2,9 pontos, para 28,4%, a pior marca desde o final de 2021.
Luxon, 55 anos, e o governo de coalizão, no poder desde a eleição de 2023, têm visto o apoio diminuir ao longo do último ano, em meio a abalos econômicos e desemprego maior. O declínio aumenta a pressão sobre o bloco de centro-direita diante da recuperação de recentes meses do Labour.
Apesar da queda de apoio, Luxon afirmou à imprensa local que não pretende deixar o cargo antes das próximas eleições gerais, marcadas para 7 de novembro de 2026. O premiê ressaltou que há trabalho a ser feito e que suas habilidades são úteis diante de ambientes globais desafiadores, segundo a entrevista à Newstalk ZB.
O alinhamento de coalizão do Nacional inclui NZ First, com 9,7%, e ACT, com 7,5%, segundo a mesma pesquisa. A liderança trabalhista, o Labour, subiu 0,3 ponto, para 34,4%, e o Green Party ficou com 10,5%, enquanto Te Pāti Māori registra 3,2%.
Segundo o levantamento, o voto dividido em proporção distrital e de lista sugere 61 cadeiras para o Labour, suficiente para formar governo com o apoio dos aliados de centro-esquerda. O país utiliza desde 1996 um sistema misto proporcional, que favorece coalizões entre partidos.
A pesquisa ouviu 1.000 pessoas e também indicou que a aprovação a Luxon caiu 1 ponto, para 21%. Chris Hipkins, líder do Labour, avançou 4,7 pontos, para 22,7%, tornando-se o preferido entre os eleitores para o posto de primeiro-ministro. Luxon, ex-CEO da Air New Zealand, tem enfrentado críticas por políticas como o fechamento de uma autoridade de saúde indígena e por restrições de aumento de verbas para profissionais da linha de frente.
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