- A presidente do Kosovo, Vjosa Osmani, dissolveu o parlamento e pediu eleições antecipadas após a falha na eleição do chefe de Estado.
- O parlamento tem 120 cadeiras; o prazo para escolher o presidente era até a meia-noite de quinta-feira.
- O governo, liderado pelo Primeiro-Ministro Albin Kurti e pelo partido Vetevendosje, não conseguiu obter quórum nem apoio suficiente para o indicado, Glauk Konjufca.
- A decisão de dissolver o parlamento vem um dia após a tentativa de eleger o presidente dentro do prazo constitucional ter fracassado.
A presidência do Kosovo dissolveu o parlamento e chamou eleições antecipadas nesta sexta-feira, 6 de março, após deputados não elegerem o novo chefe de Estado dentro do prazo constitucional. A decisão foi anunciada dias depois da falha na votação para a Presidência.
O parlamento de 120 assentos tinha até a meia-noite de quinta para escolher o presidente, mas o governo, liderado pelo Primeiro-Ministro Albin Kurti e seu partido Vetevendosje, não alcançou o quorum nem conseguiu unir oposição em torno do indicado, o ministro das Relações Exteriores Glauk Konjufca.
A dissolução abre caminho para novas eleições, com calendário ainda a ser definido pela presidência. O anúncio marca a continuidade da turbulência política no país, com o Executivo e o parlamento sem acordo claro sobre o futuro formato institucional.
Contexto político
O episódio reflete a dificuldade de consolidar apoio político em torno da indicação presidencial e acirra disputas entre o governo e adversários na Assembleia. Analistas apontam que as eleições devem redefinir forças políticas no Kosovo.
Entre os antecedentes, o Kosovo realiza eleições em ciclos recentes sem resoluções estáveis para a Presidência, o que mantém o cenário institucional vulnerável a mudanças rápidas e a negociações entre coalizões.
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