- O presidente da Romênia, Nicușor Dan, afirmou que o país não hospedará componentes nucleares em seu território a médio prazo.
- A declaração responde aos planos franceses de expandir a dissuasão nuclear e de colaborar com parceiros europeus.
- Macron disse que a França pode ampliar o arsenal nuclear e permitir participação de parceiros europeus em missões de dissuasão.
- França e Alemanha criaram um grupo de direção nuclear para discutir dissuasão e devem iniciar cooperação concreta neste ano.
- A Romênia, como estado da OTAN, está protegida pelo guarda-chuva nuclear dos Estados Unidos; a hospedagem de elementos nucleares fica fora de questão no médio prazo.
Romania não acolherá componentes nucleares em seu território para dissuasão no médio prazo, afirmou o presidente Nicușor Dan, em tom institucional, após declarações francesas sobre ampliar a dissuasão nuclear e colaborar com parceiros europeus. A posição foi comunicada a jornalistas durante visita oficial em Varsóvia.
Segundo Dan, como Estado membro da OTAN, a Romênia permanece sob o guarda‑chuva nuclear dos EUA, o que não implica a presença de elementos nucleares no território nacional. A resposta contradiz rumores sobre participação direta em capacidades nucleares.
O presidente fez a afirmação na sequência de declarações de Emmanuel Macron, que anunciou a ampliação do arsenal francês e a possibilidade de parceiros europeus abrirem bases para missões nucleares. A notícia ocorre no contexto de discussões sobre cooperação nuclear na Europa.
Fontes próximas aos governos da França e de países europeus indicam que há um esforço para estruturar um grupo de direção nuclear, com cooperação prática prevista para este ano. Países como Grécia, Polônia, Holanda, Bélgica, Dinamarca e Suécia já foram mencionados como potenciais participantes.
Romênia ressaltou que não participará de exercícios ou instalações nucleares fora de seu território para dissuasão, mantendo o foco na defesa alinhada à OTAN. O governo romeno quer evitar qualquer presença de componentes que possam ampliar o risco nuclear no país.
Contexto internacional
- Macron propõe ampliar a dissuasão nuclear europeia em parceria com aliados, envolvendo possíveis bases para aeronaves de países parceiros.
- O debate ocorre em meio a críticas de Washington sobre a capacidade europeia de se defender de forma autônoma, acentuando a cooperação transatlântica.
- Várias nações europeias têm dependido historicamente do guarda‑chuva nuclear dos EUA para dissuasão de eventuais ameaças.
A reportagem de Luiza Ilie permaneceu sob os padrões de apuração e pronto‑relato da Thomson Reuters, sem divulgação de contatos externos nem autoria de opinião.
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