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Trump recebe 12 presidentes de direita latino-americana em Miami

Trump lança o Escudo das Américas, aliança com doze governos de direita para combater narcotráfico, imigração e reduzir a influência da China na região

El presidente de Argentina, Javier Milei (izquierda), y el de Estados Unidos, Donald Trump (derecha), en la presentación de la Junta de Paz para Gaza en Davos (Suiza)
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  • Trump realiza, no club de golfe Trump National Doral, em Miami, a cúpula Escudo de las Américas com 12 líderes da direita latino-americana, para enfrentar narcotráfico, imigração e reduzir a influência da China na região.
  • Participam Argentina, Bolivia, Costa Rica, Equador, República Dominicana, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Trinidad y Tobago e Chile (presidente eleito); ficam de fora México, Colômbia e Brasil.
  • A Casa Branca afirma que a coalizão vai promover estratégias para deter a ingerência estrangeira, a imigração irregular e os cartéis, fortalecendo laços entre governos afins.
  • O evento sucede à visita de alta cúpula militar a Doral e inclui a nomeação de Kristi Noem como enviada especial do grupo; deputados e autoridades discutem ações contra narcotráfico.
  • A iniciativa faz parte da Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, que busca reduzir a influência da China na região e ampliar oportunidades de negócios para empresas americanas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe neste sábado no Trump National Doral, em Miami, 12 líderes de países latino-americanos alinhados à sua visão política. O encontro, batizado de Escudo de las Américas, foca no combate ao narcotráfico, à imigração e na redução da influência da China na região.

A cúpula ocorre dias após a suspensão da Cúpula das Américas, cancelada quando ficou evidente a ausência de Trump. O objetivo declarado é consolidar uma coalizão de governos simpatizantes para promover segurança, prosperidade e cooperação regional.

Participantes

Argentina, Javier Milei; Bolivia, Rodrigo Paz; Costa Rica, Rodrigo Chaves; Ecuador, Daniel Noboa; República Dominicana, Luis Abinader; El Salvador, Nayib Bukele; Guyana, Mohamed Irfaan Ali; Honduras, Nasry Asfura; Panamá, José Raúl Mulino; Paraguai, Santiago Peña; Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar; Chile, José Antonio Kast (presidente eleito). México, Colômbia e Brasil não participam.

Destaques e desdobramentos

A Casa Branca descreveu o encontro como oportunidade de estreitar alianças para deter injerência estrangeira, imigração irregular e redes criminosas. O Departamento de Estado enfatizou que a coalizão busca avançar estratégias conjuntas na região.

Contexto de segurança

Antes da reunião, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, visitou o Comando Sul para encontros com representantes dos países da nova aliança. A ideia é fortalecer ações contra o narcotráfico e coordenar operações regionais.

Nomeação e política migratória

Trump anunciou Kristi Noem como enviada especial do grupo recém-criado, em meio a debates sobre gestão migratória. A atuação envolve medidas de cooperação entre autoridades de fronteira e políticas de segurança regional.

Observações finais

A reunião acontece três semanas antes da futura visita de Trump à China para encontro com Xi Jinping. A participação de outros governos pode ocorrer de última hora, conforme anunciada pela Casa Branca.

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