- Ataques israelenses aos subúrbios sulistas de Beirute deslocaram cerca de 300 mil pessoas neste semana; apenas 100 mil estavam em abrigos governamentais, e muitos Migrantes e refugiados ficaram com familiares ou na rua.
- A igreja St. Joseph Tabaris abriu portas para refugiados e migrantes, começando a receber pessoas desde o início dos ataques; Ridina Muhammad, 32 anos, oito meses de gravidez, chegou com o marido e os três filhos.
- Muhammad teme pela saúde do bebê e pela falta de roupas para o recém-nascido e de hospital próximo, em meio a incertezas sobre assistência médica.
- A UNHCR afirmou que está mobilizando ajuda, mas a operação no Líbano está apenas cerca de 14% financiada, dificultando o atendimento imediato a todos os desabrigados.
- O Jesuit Refugee Service informou que a igreja ficou lotada no primeiro dia, abrigando gente de várias nacionalidades; há relatos de que migrantes enfrentam resistência em abrigos governamentais.
O que aconteceu: um ataque de Israel atingiu Ka, sul de Beirut, levando centenas de milhares de pessoas a buscar abrigo. Entre os deslocados estão migrantes e refugiados que chegaram a abrigos temporários, inclusive uma igreja que abriu as portas para acolhê-los.
Quem está envolvido e onde: a Igreja da Paróquia de St. Joseph Tabaris, em Beirut, tornou-se abrigo para migrantes e refugiados de várias nacionalidades, incluindo Sudão, Eritreia e Bangladesh. A operação conta com apoio da Jesuit Refugee Service (JRS) e da UNHCR, agência da ONU para refugiados presente no Líbano.
Quando e por quê: os ataques começaram nesta semana, em resposta a um ataque com foguetes e drones contra Israel por parte de Hezbollah. O conflito regional provocou o deslocamento de cerca de 300 mil pessoas em todo o Líbano, sendo que menos de 100 mil buscaram abrigo em abrigos governamentais.
Por que é relevante: o abrigo na igreja surge quando muitos refugiados relatam dificuldade de acesso a opções oficiais de acolhimento. O UNHCR informou que o programa de assistência está apenas cerca de 14% financiado, o que complica a chegada de ajuda rápida a todos os deslocados.
Apoio e desafios: a JRS afirmou que o local ficou lotado rapidamente, recebendo pessoas de Sudão, Etiópia, Bangladesh e outras origens. Há relatos de famílias que já sofreram perdas, incluindo destruição de casas, o que aumenta a vulnerabilidade de mulheres grávidas e crianças.
Entre os afetados: famílias, como a de Ridina Muhammad, com oito meses de gestação, e seus filhos, que buscaram socorro na igreja após longas caminhadas em ruas escuras. Há ainda relatos de deslocados que percorreram longas distâncias para chegar a locais considerados seguros.
Ações em curso: a UNHCR informou mobilização de recursos, mas ressalta a dificuldade de alcançar todos de forma imediata devido à velocidade e à escala do deslocamento. O governo local tem enfrentado críticas quanto à disponibilidade de abrigos para migrantes.
Linha do tempo e próximos passos: com o avanço dos deslocamentos, organizações humanitárias reiteram a necessidade de redes de proteção mais eficientes e de maior financiamento para abrigos, saúde e itens básicos. A situação permanece sob monitoramento de agências internacionais e autoridades locais.
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