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Retaliação do Irã começou e EUA aceleram evacuações

Após ataques iranianos, o Departamento de Estado acelera evacuações, mas houve atraso nas aprovações de embaixadas no Golfo, gerando confusão entre cidadãos

Supporters of Iraqi Shi'ite armed groups gather after the killing of Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei, in Baghdad
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  • Explosões do Irã na região levaram os EUA a buscar aprovações para evacuar não essenciais de embaixadas em Bahrain, Kuwait e Qatar, com as autorizações chegando apenas horas após o início da guerra.
  • A aprovação para a embaixada em Riad saiu na terça-feira, quatro dias após o início do conflito, o mesmo dia em que drones iranianos atingiram instalações da missão.
  • Crise evidenciou atraso incomum na ativação de planos de contingência e evacuação de milhares de norte‑americanos, com críticas de legisladores e ex-diplomatas.
  • Anúncios de saída vieram de forma fragmentada, inclusive por postagens em redes sociais, o que levou à atualização do sistema formal de avisos de viagem.
  • O Departamento de Estado disse ter feito mais de uma dúzia de voos fretados e evacuado milhares de pessoas; um voo de Dubai levou 182 funcionários da embaixada e 51 cidadãos privados.

As explosões iniciais do ataque de retaliação do Irã moldaram o início de uma evacuação ambígua. O Departamento de Estado ainda buscava aprovar a saída de não essenciais de três embaixadas na região: Bahrain, Kuwait e Qatar. As autorizações só foram enviadas para aprovação horas após EUA e Israel iniciarem a guerra. Em alguns casos, foram recebidas apenas no dia seguinte.

As comunicações públicas sobre a retirada de não essenciais começaram na segunda-feira, três dias após o início do conflito. Em Riad, a autorização para partidas autorizadas saiu na terça-feira, no mesmo dia em que a embaixada foi atingida por drones iranianos, provocando incêndio nas instalações.

O atraso chamou atenção de parlamentares, ex-diplomatas e fontes envolvidas, que dizem ter havido lentidão na ativação de planos de contingência para pessoal e para milhares de cidadãos norte-americanos retidos. O porta-voz adjunto do Departamento, Tommy Pigott, afirmou que centenas trabalham na operação 24/7 e que existem planos de contingência prontos.

Ação e coordenação

Fontes afirmam que, antes da guerra, a estrutura de contingência ficou restrita a um grupo menor de autoridades, o que contribuiu para falhas de comunicação, inclusive com anúncios feitos via redes sociais. Em uma dessas situações, um alto cargo da Administração divulgou pela rede social a oferta de voos fretados, sem instruções formais. O Departamento informou que tais anúncios foram alinhados com as autoridades competentes.

Em outro caso, o alerta para americanos deixarem a região chegou por meio de uma mensagem publicada fora dos canais normais, o que surpreendeu servidores. Mora Namdar, responsável pelas questões consulares, publicou no X na segunda-feira sobre a necessidade de evacuação de pessoas em 14 países, citando a facilitação de voos fretados, o que exigiu atualização do sistema oficial de avisos de viagem.

Até o fim de sábado, o Departamento afirmou ter realizado mais de uma dúzia de voos fretados e evacuado milhares de norte-americanos, sem detalhar as origens das aeronaves. Um voo que partiu de Dubai na sexta-feira levou 182 diplomatas e familiares, além de 51 cidadãos privados, o que caracterizou a operação como uma das primeiras de maior escala desde 2003.

O Departamento disse que mantém planos de contingência contínuos e que está preparado para ampliar as evacuações conforme necessário. Relatos de cidadãos presos em Doha mencionam dificuldade em obter orientação oficial, com a empresa de apoio ao consulado destacando a necessidade de instruções claras para deixar o país. O material de apoio é revisado para evitar falhas de comunicação.

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