- Trump anunciou uma coalizão militar para erradicar cartéis e redes do tráfico na América Latina, durante a cúpula informal em Doral, Flórida, em 7 de sábado.
- A reunião intitulada “América Contra os Cartéis” contou com representantes de 12 países, sem a participação do Brasil; Milei e Bukele estavam presentes.
- O presidente afirmou que o acordo prevê uso de força militar letal para combater cartéis e redes associadas ao terrorismo.
- Trump sinalizou que Cuba está nos “últimos dias” do regime atual e disse estar em negociações com Havana para uma transição, prometendo uma “grande vida nova” para o país.
- Uma declaração conjunta foi lida pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, destacando a disposição de lançar ofensiva militar unilateral contra cartéis caso necessário.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma coalizão militar para enfrentar cartéis de drogas na América Latina e no Caribe. A declaração ocorreu durante uma cúpula informal em Doral, Flórida, no sábado 7, envolvendo líderes regionais de direita. O objetivo é erradicar redes criminosas e ampliar o uso de força militar.
A reunião, batizada América Contra os Cartéis, reuniu 12 países aliados. Entre os presentes estavam os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador. Brasil, México e Colômbia não enviaram representantes oficiais ao encontro.
Participantes e desdobramentos
O encontro enfatizou a cooperação regional e a preparação para ações coordenadas. Um comunicado conjunto foi lido pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que sinalizou possibilidade de ofensiva militar unilateral contra cartéis. O México foi citado como epicentro da violência ligada ao narcotráfico.
Trump mencionou ainda Cuba, declarando que o país vive seus últimos dias no formato atual e sinalizou negociações com Havana para uma transição. Além disso, destacou que negocia com o governo cubano para preparar uma nova etapa no país.
Cenário regional e referências
O republicano ressaltou que, após a captura de Nemesio Oseguera Cervantes, El Mencho, em fevereiro, o cartelismo segue como grande desafio para a região. O Estado norte-americano manteve tarifa para petróleo que abastece Cuba, como reflexo de tensões após a prisão de Nicolás Maduro no contexto venezuelano.
A cúpula reuniu líderes de Argentina, Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Trinidad e Tobago, com a presença do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, que assume em breve. As informações destacam o tom duro de Washington sobre narcotráfico na região.
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