- Trump afirma que o regime cubano está “em seus últimos momentos de vida” e diz que Havana quer chegar a um acordo com os EUA, liderado por ele e pelo secretário de Estado Marco Rubio.
- Anuncia a criação de uma coalizão militar contra cartéis na América, a Coalición Contra los Carteles en América (CCCA), para enfrentar grupos de narcotráfico.
- O presidente promete agir de forma mais dura, dizendo que desatar o poder militar é a única maneira de derrotar os cartéis.
- A cúpula Escudo de las Américas, em Miami, reúne líderes de direita da região; entre os presentes estão Javier Milei, Nayib Bukele, Rodrigo Noboa, Rodrigo Chaves, Abinader, Nasry Asfura, José Raúl Mulino, Santiago Peña e Kamla Persad-Bissessar; México, Colômbia e Brasil ficam de fora.
- A coalizão é vista como resposta a outros fóruns regionais e faz parte da “doctrina Donroe” reinterpretada, priorizando os Estados Unidos como potência hegemônica; a estratégia também visa reduzir a influência da China na região. A reunião ocorre três semanas antes da viagem de Trump à China.
Donald Trump anunciou, durante a inauguração da cúpula Escudo de las Américas em Miami, a criação de umaCoalition Against the Cartels in Americas (CCCA) para enfrentar o narcotráfico na região. Ele ressaltou que o regime cubano estaria nos “últimos momentos de vida” e disse que Havana busca um acordo com Washington, liderado por ele e pelo secretário de Estado Marco Rubio.
O presidente dos Estados Unidos informou que a negociação com Cuba está em andamento e afirmou acreditar que um acordo seria alcançado com facilidade. A declaração ocorreu logo após Trump apresentar a nova coalizão militar, prevista para atuar contra os cartéis na América Latina.
A CCCA surge como resposta dos EUA a outras iniciativas regionais, incluindo a Cúpula das Américas, e faz parte da estratégia de maior presença dos EUA no continente, segundo a administração. A proposta visa ampliar a cooperação entre governos alinhados a Washington.
Participaram da cúpula em Doral presidentes e representantes de várias nações, entre eles Argentina, Bolivia, Costa Rica, Ecuador, República Dominicana, El Salvador, Guyana, Honduras, Panamá, Paraguai, Trinidad e Tobago e o Chile. Espera-se a participação de outros líderes nas próximas reuniões.
Entre os temas da agenda estão medidas contra o tráfico de drogas, cooperação de inteligência, operações conjuntas e apoio econômico para fortalecer capacidades regionais de enfrentamento aos cartéis. A reunião ocorre três semanas antes de a administração planejar viagem de Trump à China.
Ao anunciar a cúpula, Trump também indicou intenções de intensificar ações militares no Caribe e no Pacífico oriental, citando operações anteriores contra as chamadas narco-lanchas. Países aliados foram convidados a colaborar com recursos, treinamentos e exercícios conjuntos.
Especialistas ressaltam que a iniciativa busca consolidar a liderança norte-americana na região e responder a pressões de atores externos, como a China, segundo leitura de analistas. A divulgação ocorre em meio a tensões políticas na região e a descolamento de posições entre governos na América Latina.
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