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Trump rejeita acordo para guerra com Irã e fala em eliminar líderes potenciais

Trump afirma que não negocia com o Irã e que a guerra pode terminar apenas com a queda da liderança iraniana, mantendo o conflito em alta.

Smoke rises following an explosion, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Tehran
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não negocia com o Irã e que a guerra poderia terminar apenas se Teerã não tivesse mais força militar nem liderança no poder.
  • O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas aos países vizinhos pelos ataques e afirmou que a rendição incondicional é “sonho”; o Conselho de Liderança temporário concordou em suspender ataques a estados vizinhos, desde que ataques contra o Irã não partam de seus territórios.
  • A escalada incluiu novos ataques entre Israel e Irã, além de ações de drones e mísseis na região; as Forças Revolucionárias do Irã disseram ter atingido alvos de militares dos EUA no Golfo, e houve ataques a bases na região.
  • Em Oslo, a embaixada dos EUA foi atingida por uma explosão de leve impacto, causando danos menores; houve também relatos de ofensivas e réplicas entre Kuwait, Arábia Saudita e outras áreas próximas.
  • O conflito afetou mercados globais e preços do petróleo, com relatos de mortes e danos civis de ambos os lados, além de tensões entre aliados regionais e intervenções militares na área.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não almeja negociar com o Irã e sugeriu que a guerra só pode terminar com a eliminação de líderes iranianos e da estrutura militar. A declaração foi feita a repórteres a bordo do Air Force One, em pleno sábado.

Trump afirmou que, se todos os potenciais dirigentes do Irã forem mortos e a máquina militar desmantelada, as negociações podem ser desnecessárias. Disse ainda que, em certo ponto, pode não haver ninguém para se render.

Irã pede desculpas e gera reação

Ainda no fim de semana, o Irã e Israel protagonizaram novos ataques, ampliando a ofensiva que se estende pela região. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas aos países vizinhos pelos ataques a instalações norte-americanas na região, na tentativa de acalmar a região.

Pezeshkian afirmou que a ordem de cessar ataques contra estados vizinhos foi acordada pela liderança provisória do Irã, ainda que os críticos internos tenham reagido. O líder ressaltou que a rendição incondicional não passou pelo radar do Irã.

Tensões na região aumentam

A manhã de sábado trouxe novas medidas: ataques iranianos atingiram alvos no Oriente Médio, inclusive áreas próximas a base dos EUA no Golfo. Drones da Guarda Revolucionária também teriam mirado forças americanas no Bahrain, segundo a imprensa estatal iraniana.

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, em discurso TV, disse que membros da Guarda Revolucionária que depuserem armas estariam protegidos, o que gerou críticas entre setores mais hardline. A secretaria de segurança iraniana negou fissuras no governo sobre a condução do conflito.

Reação internacional e desdobramentos

Horas após os comentários de Pezeshkian, explosões sacudiram a Embaixada dos EUA em Oslo, na Noruega, provocando danos menores sem feridos, segundo a polícia local. O Departamento de Estado americano não comentou imediatamente o ocorrido.

Fontes reunidas pela Reuters disseram que a Arábia Saudita comunicou a Teerã que ataques iranianos contínuos contra a Arábia Saudita e seu setor de energia poderiam desencadear retaliação, se nada mudar.

Escalada e impactos econômicos

A ofensiva envolvendo EUA e Israel elevou tensões regionais, com ações militares em várias frentes. Bombas atingiram alvos em Beirute e na região do Golfo; no Irã, houve relatos de danos a depósitos de combustível. Preços de energia seguiram em alta nos mercados globais.

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