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EUA formam coalizão militar com 12 países da América Latina

Coalizão militar liderada pelos EUA reúne doze países latino‑americanos para enfrentar cartéis e conter influências estrangeiras, sem participação do México

U.S. President Donald Trump pumps his fist after disembarking Air Force One at Palm Beach International Airport in West Palm Beach, Florida, U.S., February 27, 2026. REUTERS/Elizabeth Frantz
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  • EUA formam a coalizão militar chamada “Escudo das Américas” com doze países da América Latina, anunciada em Miami pelo presidente Donald Trump.
  • O objetivo é combater cartéis de drogas na região e afastar “adversários” de fora do Hemisfério, em linha com a ideia de combater ameaças estrangeiras.
  • Participam Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile.
  • A Casa Branca publicou uma proclamação que prevê treinamento e mobilização dos militares dos países parceiros para desmantelar os cartéis; Kristi Noem foi designada para tratar das fronteiras.
  • México não integrou o acordo; Trump afirmou que tudo entra pelo México e comentou sobre relações com o país, além de mencionar Venezuela e Cuba em tom crítico.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu neste sábado em Miami 12 chefes de Estado latino-americanos para formalizar a coalizão militar denominada Escudo das Américas. O objetivo declarado é combater cartéis de drogas na região e afastar potenciais adversários externos.

A cerimônia teve a participação de países como Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile. A divulgação oficial não transmitiu discursos dos líderes latino-americanos.

O governo dos EUA afirmou que a coalizão envolve treino e mobilização de forças das nações parceiras para ampliar a capacidade de combate aos cartéis. A iniciativa também cita a oposição a influências estrangeiras no Hemisfério.

Participação e objetivos da coalizão

Segundo a Casa Branca, o encontro reforçou um esforço conjunto para desmantelar redes criminosas. O documento institucional enviado por Trump ressalta que a parceria busca manter sob controle a presença de potências fora da região.

Kristi Noem, secretária de Segurança Interna dos EUA, foi designada para coordenar a interlocução com os 12 países. Ela indicou que a prioridade é proteger as fronteiras e enfrentar as ameaças ligadas aos cartéis e a influências estrangeiras.

Posições de México, Venezuela e Cuba

Trump mencionou o México, apesar de o país não ter integrado a coalizão, e disse que o problema dos cartéis chega ao território mexicano. O governo mexicano, representado pela presidente Claudia Sheinbaum, defende cooperação com Washington, mas ressalta que operações militares devem respeitar soberania.

Durante o evento, o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi citado em tom elogioso pela cooperação com Caracas. Formulações sobre Cuba também aparecem na narrativa, com acenos a mudanças políticas previstas para o país.

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